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Sábado, 26 de setembro de 2020

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Ex-secretário da Secopa entra com recurso na Justiça após demissão

Da Redação - Vinicius Mendes

06 Mai 2019 - 15:53

Foto: Olhar Direto

Ex-secretário da Secopa entra com recurso na Justiça após demissão
O ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo (Secopa) Maurício Guimarães entrou com um Mandado de Segurança Cível contra a assinatura de sua demissão, em decorrência de um processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado contra ele, que apontou que Maurício cometeu crime contra a administração pública. O governador Mauro Mendes assinou a demissão no último dia 18 de março.
 
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Maurício Guimarães foi um dos responsáveis pelas obras da Copa do Mundo de 2014, nas quais teriam sido apontadas algumas irregularidades. O PAD apontou que o ex-secretário teria descumprido alguns artigos do Estatuto dos Servidores Públicos, como crime contra a administração pública, e por causa disso o governador Mauro Mendes assinou sua demissão.
 
Ele então recorreu desta decisão na Justiça, por meio de um Mandado de Segurança Cível. O recurso tramita na Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo e no último dia 30 de abril foi distribuído para a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. A magistrada ainda deve analisar o caso.
 
Irregularidades nas obras
 
A operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017, apurou possíveis irregularidades na escolha do modal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para operar na região metropolitana de Cuiabá. Um dos alvos da operação foi o ex-secretário da Secopa Maurício Guimarães, conduzido coercitivamente.
 
A ação apurou os crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal VLT e sua execução na Capital de Mato Grosso.
 
Durante as investigações, descobriu-se elementos que apontam fundados indícios de acertos de propina com representantes de empresas integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de empresas subcontratadas pelo consórcio.
 
 

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