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Ministério Público pede oitiva de nova testemunha para tentar provar gastos ilícitos de Janaina Riva

Da Redação - Arthur Santos da Silva

13 Ago 2019 - 09:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Ministério Público pede oitiva de nova testemunha para tentar provar gastos ilícitos de Janaina Riva
O Ministério Público Eleitoral apresentou requerimento para que mais uma pessoa seja ouvida em representação que pode cassar o mandato da deputada estadual Janaina Riva (MDB). O pedido é datado de segunda-feira (12).

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A parlamentar é acusada de arrecadação e gastos ilícitos de recursos na campanha eleitoral de 2018. A candidata apresentou sua prestação de contas, declarando como total de recursos recebidos o montante de R$ 969 mil e despesas contratadas de R$ 950 mil, alcançando o percentual de 95,04% do limite de gastos da campanha de deputado estadual, de R$ 1 milhão.

Parecer técnico nos autos da prestação de contas afirmou que a candidata reeleita apresentou suas informações com infrações na arrecadação e nos gastos de recursos.
 
A suspeita decorre do fato de que há nomes não declarados, mas identificados em listagem de passageiros de voos fretados; de pessoas que trabalharam no comitê de campanha e que receberam refeição; dos condutores de veículos informados pelos fornecedores; das pessoas que realizaram abastecimento de veículos alugados e, por fim, de pessoas que receberam grande quantidade de material gráfico de campanha no interior que divergem da listagem apresentada pela candidata em sua justificativa.
 
Conforme a representação, “tratando-se de apoio cuja natureza se distingue do apoio voluntário e descompromissado de eleitores, os registros, de acordo com o Ministério Público, deveriam ter sido realizados”. Segundo o Ministério Público, a soma de todas as despesas omitidas tem o potencial de exceder o limite de gastos de R$ 1 milhão.
 
Nova oitiva
 
O Ministério Público inicialmente arrolou pessoa identificada como Ana Paula Morelli de Sales para prestar informações sobre locações de veículos.

O nome foi juntado como responsável por administrar a empresa de locação. Ocorre que, durante audiência no dia sete de agosto, Ana explicou que o verdadeiro dono da locadora é seu esposo, Silvio Clécio de Sales.
 
Com as novas informações, O Ministério Público pediu que seja agendada oitiva de Silvio.

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