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Terça-feira, 22 de setembro de 2020

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Juiz ouve empresário para obter informações em ação que pode cassar Janaina Riva

Da Redação - Arthur Santos da Silva

09 Set 2019 - 16:36

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz ouve empresário para obter informações em ação que pode cassar Janaina Riva
O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), marcou para o dia 20 de setembro audiência visando oitiva do empresário Silvio Clécio de Sales em processo que pode cassar a deputada estadual Janaina Riva (MDB). A testemunha deve prestar informações sobre locações de veículos.

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também deve prestar informações sobre táxi aéreo. Durante campanha, Janaina contou com os serviços da empresa Aliança Táxi Aéreo.

A parlamentar é acusada de arrecadação e gastos ilícitos de recursos na campanha eleitoral de 2018. A candidata apresentou sua prestação de contas, declarando como total de recursos recebidos o montante de R$ 969 mil e despesas contratadas de R$ 950 mil, alcançando o percentual de 95,04% do limite de gastos da campanha de deputado estadual, de R$ 1 milhão.

Parecer técnico nos autos da prestação de contas afirmou que a candidata reeleita apresentou suas informações com infrações na arrecadação e nos gastos de recursos.
 
A suspeita decorre do fato de que há nomes não declarados, mas identificados em listagem de passageiros de voos fretados; de pessoas que trabalharam no comitê de campanha e que receberam refeição; dos condutores de veículos informados pelos fornecedores; das pessoas que realizaram abastecimento de veículos alugados e, por fim, de pessoas que receberam grande quantidade de material gráfico de campanha no interior que divergem da listagem apresentada pela candidata em sua justificativa.

Conforme a representação, “tratando-se de apoio cuja natureza se distingue do apoio voluntário e descompromissado de eleitores, os registros, de acordo com o Ministério Público, deveriam ter sido realizados”. Segundo o Ministério Público, a soma de todas as despesas omitidas tem o potencial de exceder o limite de gastos de R$ 1 milhão.
 
Inicialmente o Ministério Público arrolou pessoa identificada como Ana Paula Morelli de Sales para prestar informações sobre locações de veículos.
 
O nome foi juntado como responsável por administrar a empresa de locação. Ocorre que, durante audiência ocorrida no dia sete de agosto, Ana explicou que o verdadeiro dono da locadora é seu esposo, Silvio Clécio de Sales.

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