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Nomeado, Armando Biancardini afirma que Bolsonaro mostra seu papel de ‘destravar’ o sistema

Da Redação - Isabela Mercuri

01 Out 2019 - 08:50

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Nomeado, Armando Biancardini afirma que Bolsonaro mostra seu papel de ‘destravar’ o sistema
Nomeado na segunda-feira (30) como juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso, o advogado Armando Biancardini Candia afirmou que o presidente Jair Bolsonaro mostra e prova seu papel de ‘destravar’ o sistema. Segundo o agora juiz, a vaga estava em aberto desde 2016, mesmo ano em que seu nome foi escolhido em primeiro lugar, mas os dois presidentes anteriores – Dilma e Temer – não efetuaram a nomeação.

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“Eu sempre tive a grata satisfação do Tribunal me escolher nas listas. É a segunda vez que eu figuro como primeiro lugar. E essa lista teve uma particularidade... ela é uma lista de 2016”, contou ao Olhar Jurídico. Segundo Biancardini, a lista foi feita pela primeira vez em 2016, no entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época, mudou sua composição para que outras duas pessoas fossem nomeadas. “Passou três presidentes, Dilma, Temer e acabou sendo a escolha destravada pelo presidente Bolsonaro e o ministro Sergio Moro”.

Armando Biancardini tem dezoito anos de profissão, com escritório próprio, e já atuou na área de direito eleitoral, como assessor de juízes, assessor jurídico de campanhas eleitorais, e tem se dedicado, nos últimos anos, a estudar e desenvolver um trabalho voltado para o direito empresarial e o agronegócio no estado de Mato Grosso. É advogado da Associação dos Criadores de Mato Grosso e do Sindicato Rural de Cuiabá.

Segundo ele, há quase quatro anos o TRE de Mato Grosso trabalha com um juiz a menos. “Tem que ser dois titulares e dois substitutos, e por quase quatro anos o tribunal trabalhou com três, apenas. Isso é um prejuízo para a sociedade. Eu acho que chegou na hora certa, o presidente realmente está mostrando o papel que ele tem de destravar isso tudo. Eu vi pelo Diário que foram nomeados quatro outros juízes de TREs na mesma situação, então com certeza agora é trabalhar, com a cabeça, e seguir os próximos dois anos”, comemora.

Apesar de o julgamento para sua nomeação já estar há alguns meses no TSE, ele afirma que não conseguia ter acesso a muitas informações. “A gente não tem muito acesso à Casa Civil, mas eu vi que ele passou pelo Ministério da Justiça”, conta. “De lá ele foi encaminhado, já tem uns dois meses, mais ou menos, para a Casa Civil. Mas an Casa Civil é muito difícil a gente ter acesso”.

A nomeção foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (1). “Eu acho que é uma coroação da minha profissão (...) Estou muito grato por ser nomeado no tribunal do meu estado natal, da minha cidade natal, da cidade natal dos meus pais, dos meus filhos, e eu acho que a gente tem tudo para contribuir com a justiça eleitoral do estado de Mato Grosso”, finaliza.

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