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Segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

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Juiz admite filha de vítima em processo contra médica acusada por morte de verdureiro

Da Redação - Arthur Santos da Silva

05 Dez 2019 - 09:43

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz admite filha de vítima em processo contra médica acusada por morte de verdureiro
O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da Décima Segunda Vara Criminal de Cuiabá, admitiu Francinilda da Silva Lucio, filha do verdureiro Francisco Lucio Maia, como assistente de acusação em processo que julga a médica Leticia Bortolini. A decisão é do dia três de dezembro.

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Francisco morreu atropelado pela acusada em abril de 2018. Na mesma decisão que admitiu a assistente de acusação, o magistrado manteve ainda nulidade sobre dois laudos periciais produzidos.
 
A nulidade das perícias inicialmente feitas está mantida por quebra de cadeia de custódia cometida pelo Estado. A Polícia Civil errou ao solicitar duas periciais praticamente ao mesmo tempo, haja vista que antes da conclusão da perícia no local do acidente pelo órgão oficial, solicitou a realização de nova perícia ao instituto Forense Lab, violando as regras do Código de Procedimento Penal que determina a realização de perícias por órgão oficial.
 
A cadeia de custódia da prova consiste em um mecanismo garantidor da autenticidade das evidências coletadas e examinadas, assegurando que correspondem ao caso investigado sem que haja lugar para qualquer tipo de adulteração.
 
O Ministério Público denunciou Bortolini pela morte causada em acidente. Conforme a denúncia, no dia 14 de abril de 2018, por volta das 19h35, na avenida Miguel Sutil, em frente a agência do Banco Itaú do bairro Cidade Verde, em Cuiabá, a médica, “conduzindo veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool, em velocidade incompatível com o limite permitido para a via, assim como assumindo o risco de produzir o resultado, matou a vítima Francisco Lucio Maia”. 
 
Ainda segundo o MP, após atropelar o verdureiro, a ré deixou de prestar socorro imediato à vítima, bem como afastou-se do local do acidente para fugir à responsabilidade civil e penal.

4 comentários

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  • Velho Chico
    05 Dez 2019 às 22:09

    A Justiça humana é assim mesmo. Família da vítima, a Justiça Divina pode até tardar, mas não falha. Tenha fé.

  • zumbi
    05 Dez 2019 às 19:35

    Essa médica juntamente com a procuradora surfam na onda da impunidade ...

  • Gladston
    05 Dez 2019 às 13:27

    Junte ao processo dessa médica embriagada, assassina do verdureiro, o processo da procuradora também embriagada que amputou um gari "também" TRABALHANDO em Cuiabá ao da "influencer", que nem sei o quê é isso, de Rondonópolis, que matou uma criança no trânsito com o da tenente bombeira torturadora de alunos, e avisem às famílias que elas perderam... perderam para o poder econômico das citadas, e ENGAVETA TUDO!. Não vejo interesse nenhum em resolver esses casos, seja por parte de algum órgão ou alguém!!! Meus sinceros sentimentos à família de todas essas vítimas.

  • Jurema
    05 Dez 2019 às 12:42

    Pode isso? Ela não é a filha da vítima? Por que esse benefício? A justiça brasileira realmente faz distinção de classe social.

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