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Justiça deve reanalisar prescrição de homicídio envolvendo Júlio Campos

Da Redação - Arthur Santos da Silva

13 Dez 2019 - 10:54

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Justiça deve reanalisar prescrição de homicídio envolvendo Júlio Campos
O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou no dia 11 de dezembro que a Justiça de São Paulo reaprecie possível prescrição de uma ação movida contra o ex-governador de Mato Grosso, Júlio Campos (DEM).
 
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O recurso no STJ foi impetrado contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJMT). Júlio campos foi denunciado em 2013 pela prática dos delitos de homicídio qualificado, por duas vezes, e formação de quadrilha.
 
Segundo a peça acusatória, o político idealizou e executou a falsificação do contrato social da empresa Agropastoril Cedrobom Ltda., a qual tinha como proprietários Antônio Ribeiro Filho e Marcos Daniel Ribeiro, transferindo-a para Nauriá Alves de Oliveira e Delci Baleeiro Souza, por R$ 46 mil, embora a empresa fosse proprietária da Fazenda Cedrobom, cujo valor superava R$ 13 milhões.
 
Ainda segundo acusação, posteriormente, para assegurar a falsificação, mandou matar Nicolau Ladislau Ervi Haralyi, geólogo que havia constatado uma grande reserva de metais e pedras preciosas na referida fazenda, bem como Antônio Ribeiro Filho, proprietário da empresa. Os delitos foram praticados em 2004.
 
Buscando o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, a defesa impetrou recurso, o qual foi concedido apenas quanto ao delito de formação de quadrilha. No STJ, Júlio Campos alega que o prazo prescricional deve ser reduzido pela metade, pois possui mais de 70 anos de idade. Ele requereu, em liminar, a suspensão da ação penal e, no mérito, o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva.
 
Em sua decisão, Joel Ilan Paciornik determinou que o juízo de primeiro grau “reaprecie o pedido da defesa de prescrição da pretensão punitiva”. O fato de Júlio ter mais de 70 anos será levado em conta.

8 comentários

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  • benedito costa
    15 Dez 2019 às 12:30

    Deixa o homem que quer ser senador em substituição da selma.

  • Benedito Gonçalves
    15 Dez 2019 às 11:39

    Bastou o nome do Dr.Julio Campos ser lembrado para a candidatura de Senador: que os seus adversários políticos já estão resucitando processo envolvendo o seu nome. Esse processo já prescreveu e a própria família dos falecidos sequer contrataram advogado ou entraram no processo por entender que o Júlio não tem nada a haver com essa tragédia. Que políticalha hein?

  • Antonio Carlos
    15 Dez 2019 às 11:28

    Sou apenas um Bacharel, e não Advogado, pelo pouco que conheço da Lei, realmente essa prescrição já aconteceu,pois o MP fez a denuncia em 2013, 9 anos após o fato ocorrida, denuncia essa até hoje não acatada pela Justiça, o denunciado (Julio) completou 70 anos, em 2016,os prazo cairam pela metade,ou seja 10 anos, não há oque se discutir, cumpra-se a Lei, o resto é firula ou mera perseguição contra o acusado.

  • Francismar
    14 Dez 2019 às 15:21

    Esse processo é a maior indignidade e infamia, que conheci, pois fui e sou amigo de ambos ou seja do Dr.Julio e do falecido Ribeiro. Nunca partiu de Dr.Julio esse fato, foi de uma maldade tremenda envolver ele, pois sempre foi amigos e de confiança.Infelizmente o Ribeiro se envolveu em problemas com o povo de Mato Grosso do Sul, e aconteceu essa tragedia.

  • dauzanades
    13 Dez 2019 às 21:47

    Espero que a justiça não fique de 4 para ele. Como ele faz na frente dos menininhos. Essa familia tem de ser exterminada. uma praga

  • Gladston
    13 Dez 2019 às 13:55

    Se na época ninguém fez nada para solucionar o crime e prender o criminoso, DUVIDO que agora, com todo o patrimônio que essa família acumulou nesse período, que alguém coloque qualquer um deles na cadeia!

  • Feliciano
    13 Dez 2019 às 11:20

    Crimes nunca deveriam sofrer prescrição quem cometeu, deveria pagar por seus erros a qualquer tempo, independentemente de quem seja e os tenha cometido.

  • igor
    13 Dez 2019 às 11:07

    Se está cavando uma prescrição, é porque tem medo de ir para a instrução. E ainda quer se manter na política. Valha-me Deus!

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