Olhar Jurídico

Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Notícias / Criminal

Justiça nega absolvição sumária a delator premiado acusado de fraudes em posto de combustível

Da Redação - Arthur Santos da Silva

02 Jan 2020 - 15:13

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Justiça nega absolvição sumária a delator premiado acusado de fraudes em posto de combustível
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, negou pedido de absolvição sumária e marcou para o dia 27 de janeiro audiência em processo movido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE) contra o empresário e delator premiado na Operação Ararath, Junior Mendonça. Ele é acusado por fraudar duas bombas de combustíveis em posto da rede Amazônia Petróleo. 

Leia também 
Prisão de motorista que atropelou e matou crianças foi mantida para segurança do suspeito, diz juiz


A decisão de Ana Cristina é do dia 16 de dezembro. Segundo o Ministério Público, bombas vistoriadas durante as operações intituladas "Clone" e "De Olho na Bomba" estavam dispensando volume menor de combustível que o indicado na referência medidora.
 
Conforme laudo técnico, a irregularidade nas bombas causava um prejuízo ao consumidor na quantidade de 140 ml a cada 20 litros de combustível. A denúncia foi recebida pelo juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá no dia 16 de outubro. Na data, houve determinação de defesa prévia.
 
Segundo Ana Cristina, as "alegações constantes na resposta à acusação consistem no próprio mérito da ação". Assim, serão examinadas após regular instrução processual, quando da da sentença.
 
"Não há qualquer hipótese para a absolvição sumária, razão pela qual designo audiência de instrução e julgamento para o dia 27 de Janeiro de 2020", decidiu a magistrada.
 
Junior Mendonça
 
Junior Mendonça é um dos principais delatores premiados na Operação Ararath, que investiga instituição financeira à margem do que é considerado legal.

Os postos de combustíveis de Junior Mendonça constituíam fonte de empréstimos para uma conta corrente paralela que atendia a nomes como o do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado estadual José Riva.   

5 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Jose
    03 Jan 2020 às 13:02

    140 ml em 20 litros!!! Isso é alguma piada? MP não banque o ridículo, o homem tem dezenas de postos e iria fraudar duas bombas? É o bode na sala.

  • Jurandir
    03 Jan 2020 às 07:21

    E o ICMS? Álcool na gasolina e etc e tal. E continua solto. Ah, são os amigões do peito, políticos, justiça e por aí vai. Vou mudar do Brasil antes que morra de infartado.

  • Sergio
    02 Jan 2020 às 17:00

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Observador
    02 Jan 2020 às 16:12

    Junior Mendonça é amigão de um ex-governador muito atencioso que ouvia todo mundo.

  • Auditor
    02 Jan 2020 às 16:10

    DEVERIA ESTAR NO CARUMBÉ !!!!! JUSTIÇA SELETIVA ... como numa crise dessa o cara abre 50 postos com CNPJ de EIRELI ?????????

Sitevip Internet