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Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

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Mulher que matou amiga com facada recorre contra julgamento e pede absolvição

Da Redação - Vinicius Mendes

03 Jan 2020 - 16:03

Foto: A Tribuna Mato Grosso / Reprodução

Mulher que matou amiga com facada recorre contra julgamento e pede absolvição
A defesa de Aldirene da Silva Santana entrou com recurso contra a sentença de pronúncia proferida pelo juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, para que Aldirene seja julgada perante o Tribunal Popular do Júri da Comarca pela morte da jovem Fernanda Souza, de 22 anos, em 26 de fevereiro de 2019. Aldirene alega legítima defesa e pede absolvição.
 
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Em sessão do último dia 16 de dezembro, o juiz Wagner Plaza Machado Junior pronunciou Aldirene. Ele considerou que há prova da materialidade e indícios de autoria e pediu que ela seja julgada perante o Tribunal Popular do Júri de Rondonópolis.
 
Aldirene só foi intimada da decisão no dia 19 de dezembro. Na ocasião ela afirmou que queria recorrer da sentença de pronúncia. Em um despacho do último dia 28 de dezembro, o juiz Wagner Plaza certificou que o recurso é tempestivo, ou seja, foi apresentado dentro do prazo. Ainda não foi publicada decisão sobre o recurso.
 
O crime
 
Fernanda Souza Silva foi morta por Aldirene da Silva Santana em 26 de fevereiro, dentro de uma quitinete, com uma facada na região torácica esquerda. De acordo com investigações, Fernanda teria ido tirar satisfações com Aldirene após a própria, supostamente, espalhar boatos de que ela estaria se envolvendo com outros homens - o boato se deu por ciúmes de Aldirene pelo ex-namorado.
 
Ao ser presa pelo crime, Aldirene disse à PM que estava em casa, nessa quitinete, quando foi procurada por Fernanda e uma amiga dela, J.P.R., de 34 anos.
 
As três mulheres começaram a discutir, até que, na versão da suspeita, Fernanda teria jogado o celular de Aldirene no chão durante essa briga e a agredido em seguida. Na sequência, Fernanda foi agredida a facadas. Na versão da testemunha, Aldirene teria recebido as duas com uma faca em mãos.
 
Aldirene teve sua prisão revogada no último mês de maio, com imposição de medidas cautelares.

2 comentários

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  • dauzanades
    03 Jan 2020 às 23:10

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  • Critico
    03 Jan 2020 às 18:53

    Quem tem dinheiro em MT não fica preso. VIVA A IMPUNIDADE

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