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Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

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Ex-PM acusado de participação em chacina recebe sentença de pronúncia e vai passar por júri

Da Redação - Arthur Santos da Silva

06 Jan 2020 - 16:49

Foto: Reprodução

Ex-PM acusado de participação em chacina recebe sentença de pronúncia e vai passar por júri
O juiz Ricardo Frazon Menegucci, da Vara Única de Colniza (1.042 km de Cuiabá), proferiu sentença de pronúncia contra Moisés Ferreira de Souza, conhecido como sargento Moisés ou Moisés da COE, um ex-policial militar acusado de compor grupo de extermínio que atuou em chacina ocorrida no ano de 2018 no distrito de Taquaruçu do Norte.
 
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A decisão, estabelecida no dia 19 de dezembro, determina que o réu passe pelo Tribunal do Júri. Menegucci esclareceu que para proferir a sentença de pronúncia “basta que o magistrado se convença acerca da existência do crime e de indícios de que o réu seja o seu autor, apresentando os motivos do seu convencimento”.
 
O magistrado afirmou que no caso em exame está demonstrada a materialidade delitiva do crime de homicídio, isto é, a prova do crime está satisfatoriamente demonstrada por meio do auto de verificação, laudos periciais e certidões de óbito das vítimas.
 
Além da sentença que encaminha Moisés ao Tribunal do Júri, houve manifestação pela manutenção da prisão preventiva. Segundo o juiz, o réu terá o direito de recorrer, porém, ainda detido.
 
No caso, Além de Moisés, Valdelir João de Souza, suposto mandante, Pedro Ramos Nogueira, Ronaldo Dalmoneck e Paulo Neves Nogueira foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada).  
 
Conforme a denúncia do Ministério Público (MPE), os nomes integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.     
     
No dia 19 de abril de 2017, segundo o MPE, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até Taquaruçu do Norte (localidade próxima a Colniza) munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. 
       
O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km, matando, com requintes de crueldade, todos que encontraram pelo caminho.  O objetivo das mortes foi, segundo o MPE, facilitar o comércio ilegal de madeiras nobres praticado por Valdelir João de Souza.

O processo contra Moisés está desmembrado em relação aos outros réus por conta de sua prisão preventiva. 

2 comentários

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  • João Ribeiro
    07 Jan 2020 às 09:49

    Nobre Walmir este Vulgo Moises nunca foi e nunca será da PMMT, segundo a própria imprensa ele é ex PM de Rondonia todavia a midia tende a associar criminosos as Forças Policiais em uma clara tendencias sub liminar de arranhas a imagem destas instituições.

  • Walmir
    06 Jan 2020 às 17:55

    Um homem desses não pode fazer parte dos quadros da PMMT, mesmo eu fazendo parte de uma instituição de classe sempre mantenho minha crítica a um colega que sobrepõe a lei, de minha parte não há corporativismo de forma alguma,, se não quem perde é a sociedade, mesmo que sejam fracas, estas devem prevalecer.

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