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Domingo, 16 de fevereiro de 2020

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Piran apresenta características de liderança em fraude de R$ 7,9 milhões, afirma MPE

Da Redação - Arthur Santos da Silva

21 Jan 2020 - 10:48

Foto: Reprodução

Piran apresenta características de liderança em fraude de R$ 7,9 milhões, afirma MPE
Ao denunciar Valdir Piran em consequência da Operação Quadro Negro, o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) afirmou que o empresário é uma figura que apresenta “características de liderança” no esquema criminoso que supostamente fraudou R$ 7,9 milhões no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

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A qualificação de Piran se dá por supostamente ter exercido comando sobre outras pessoas, dirigindo atividades criminosas e recebendo valores desviados. Foi Piran, segundo informações prestadas pelo ex-governador Silval Barbosa e pelo ex-secretário de Casa Civil Pedro Nadaf, quem indicou a empresa usada nos desvios durante reunião na Casa Civil.
 
As colaborações premiadas de Barbosa e Nadaf garantem que a indicação serviu para pagar uma dívida do ex-governador com Valdir Piran. “Valdir Piran foi o principal angariador e beneficiário de toda essa trama criminosa e não poupou esforços ao buscar em outro Estado brasileiro um a fonte de verba ilícita para o seu patrimônio”, afirma o MPE.
 
O caso

 
Investigação começou a partir de um relatório de auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), feito em 2015, que detectou falta de execução de serviços em dois contratos firmados com a empresa Avançar Tecnologia Ltda (supostamente indicada por Piran). Os contratos deveriam garantir fornecimento de softwares educacionais para a Secretaria de Educação de Mato Grosso.
 
Valdir Piran foi denunciado pelo crime de peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude em execução de contrato. Silval Barbosa e Pedro Nadaf são acusados de peculato, lavagem de dinheiro e fraude em execução de contrato.

Foram denunciados ainda:  o ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica da Seduc, Francisvaldo Pereira de Assunção (peculato, corrupção passiva e fraude em execução de contrato); O ex-presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), Wilson Celso Teixeira, o Dentinho (peculato, corrupção passiva e fraude em execução de contrato, concussão).

Também o empresário Weydson Soares Fonteles (representante da Avançar - peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude em execução de contrato); ex-diretor do Cepromat, Djalma Souza Soares (peculato e fraude em execução de contrato); e o fiscal de contratos fiscal de contratos do Cepromat, Edevamilton de Lima Oliveira (peculato e fraude em execução de contrato).

1 comentário

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  • jose ricardo
    21 Jan 2020 às 12:13

    O que adianta o MPE investigar, o juiz condenar e a policia prender. Vem o Gilmar e "dá" um HC que dura até o crime prescrever. Já estou com nojo de ver o Judiciário brasileiro fazer o MPE, MPF e a PF enxugar gelo. Acho que tem que prender os ministros do supremo, caso contrário nunca cessarão os crimes do colarinho branco no Brasil.

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