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Quinta-feira, 09 de abril de 2020

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Empresário réu por fraude no Detran com filho de Silval oferece apartamentos para bloqueio

Da Redação - Arthur Santos da Silva

26 Fev 2020 - 14:10

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Empresário réu por fraude no Detran com filho de Silval oferece apartamentos para bloqueio
O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Cível Pública e Ação Popular de Cuiabá, acatou pedido para substituir bloqueio no montante de R$ 408 mil em nome do empresário Alexsandro Neves Botelho, réu em processo por superfaturamento e pagamento de propina no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

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“Considerando que os bens ofertados em substituição à quantia bloqueada em espécie são de propriedade do requerido e somam, em valor venal, importância superior ao valor da indisponibilidade decretada em face do mesmo na decisão, tenho que o pedido comporta deferimento”, afirmou o magistrado.
 
Conforme informado, os bens entregues em substituição são dois apartamentos que somam o montante de R$ 422 mil. A decisão de Bruno D’Oliveira é do dia 21 de fevereiro.
 
A ação
 
A ação julga irregularidades na execução de contrato de prestação de serviços firmado em 2011 com a empresa Sal Locadora de Veículos. O magistrado também determinou bloqueio de R$ 408 mil nas contas do ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia.
 
Processo envolve o médico e empresário Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa. Também são acionados no processo o ex-secretário de Administração Pedro Elias Domingos de Mello e o ex-presidente do Detran Giancarlo da Silva Lara Castrillon.

Segundo o Ministério Público, houve superfaturamento de R$ 86 mil no primeiro aditivo do contrato. Também se descortinou durante as investigações que Rodrigo Barbosa e Pedro Elias praticaram ato de improbidade administrativa em benefício próprio, solicitando e recebendo vantagem indevida de Alexsandro Botelho.

Propina foi paga com a promessa de que não haveria atraso nos contratos de locação de veículos mantidos pela Sal. Houve combinado pagamento de propina equivalente a 10%.
 
Constata-se, por meio de consulta ao sistema de transparência, que a Sal Locadora recebeu do governo de Mato Grosso, de julho de 2011 a setembro de 2012, a quantia de R$ 6,4 milhões. A média mensal repassada aos dois chegou, segundo o MPE, a quantia de R$ 43 mil, totalizando o valor de R$ 647 mil (soma dos meses em que atuaram).
 
Por aturem como delatores premiados, Pedro Elias e Rodrigo Barbosa não foram alvo do pedido de bloqueio. 

2 comentários

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  • PEPEU
    27 Fev 2020 às 07:23

    Porque não julga logo e condena estes "malas". Enrolando porque? Até quando?

  • Nhazinha
    26 Fev 2020 às 17:45

    Confira antes se o apartamento está quitado, pelo amor de Deus!

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