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Terça-feira, 02 de junho de 2020

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Juíza encontra quantias 'ínfimas' e não consegue realizar bloqueio de até R$ 75 milhões

Da Redação - Arthur Santos da Silva

01 Abr 2020 - 09:00

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Juíza encontra quantias 'ínfimas' e não consegue realizar bloqueio de até R$ 75 milhões
A juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ação Cível Pública de Cuiabá, comunicou que encontrou quantias "ínfimas" nas contas de Ciro Zanchet Miotto, Ricardo Padilla de Borbon Neves, das empresas Aval Securitizado de Créditos e Superfrigo, e do ex-deputado estadual e conselheiro afastado do Tribunal de Contas (TCE-MT), Sérgio Ricardo. Contra os citados, há pedido de bloqueio de até R$ 75 milhões. 

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"Tendo em vista que as quantias encontradas nas contas bancarias dos requeridos são ínfimas, quando comparadas com o montante a ser indisponibilizado, de forma que não atendem a finalidade de mínima garantia de eventual e futuro ressarcimento. Desta forma, não havendo razão para manter a indisponibilidade de quantias irrisórias, procedi ao desbloqueio", explicou a magistrada.
 
Vidotti tentou realizar o bloqueio para  cumprir decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Quando proposta a ação, o Ministério Público pediu constrição no montante de R$ 75 milhões em nome de Ciro, Ricardo Padilla, Aval Securitizado e Superfrigo. O pedido de bloqueio em nome de Sérgio Ricardo atinge o montante de R$ 5 milhões.
 
Processo teve como origem termo de colaboração premiada firmado por Pedro Nadaf, ex-secretário de Casa Civil. Ele apontou esquema para pagamento de vantagem indevida de R$ 2,7 milhões ao grupo criminoso liderado pelo ex-governador Silval Barbosa para inclusão de frigorífico de propriedade de Ciro Zanchet no programa de incentivos fiscais.

De acordo com o apurado, no ano de 2012, Nadaf recebeu a incumbência do ex-governador Silval para que encontrasse empresa interessada na obtenção de incentivos fiscais e que, para tanto, aceitasse pagar um retorno de R$ 2,5 milhões para que o ex-chefe do executivo estadual pagasse uma dívida contraída com Ricardo Padilla.

O débito teve origem num empréstimo que Padilla fez, por meio da Aval Securitizado, ao então deputado estadual Sérgio Ricardo destinado ao pagamento de propina denominada “13º do mensalinho” para 17 deputados estaduais, como condição de aprovação das matérias de interesse do Poder Executivo.
 

19 comentários

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  • vicente
    02 Abr 2020 às 14:46

    a justiça é cega, os quadrilheiros estão em visão panoramica

  • jose
    02 Abr 2020 às 14:40

    Esse Sergio Ricardo é um fenômeno, uma pessoa a ser estudada, nem a CIA, Abim, PF, MP, TJ, STJ conseguem ver o que todo mundo vê, um mistério que nem o Mulder do Arquivo X consegue desvendar.

  • kveira
    02 Abr 2020 às 12:31

    Ora, perguntem aos socios da Caixa Construtora

  • Caio santos
    02 Abr 2020 às 08:57

    De vendedor de carros velhos na pedra no bairro dom aquino a conselheiro do TCE isso daria um bom livro , mas na boa MATO GROSSO não é pra amadores.

  • Nildo
    02 Abr 2020 às 07:45

    O Brasil é um país formatado para criminosos, o ladrão pode roubar o quanto quiser, basta ter o cuidado de arrumar um laranja que a justiça simplesmente não alcança seus bens...e segue o jogo...

  • nei
    02 Abr 2020 às 07:22

    Tem certeza do desvio,não encontrou o BERERÉ! Sugestões: 1-Prender 2-Suspender salários.

  • jose
    01 Abr 2020 às 21:03

    Nunca vi nenhum ladrão depositar em banco o dinheiro roubado.

  • ana
    01 Abr 2020 às 19:27

    e o salario que ele recebe????

  • João Edson
    01 Abr 2020 às 17:55

    Se o indivíduo que desviou recurso, tiver ao menos 01 neurônio na cabeça, é óbvio que não vai disponibilizar recurso para ser bloqueado. Só com a mudança na lei, endurecendo as regras, porém, quem legisla no Brasil?

  • jose
    01 Abr 2020 às 16:59

    Atenção: Nâo percam o filme " Agarra-me se puder" com Tom Hanks, Leonardo Di Caprio, Sérgio Ricardo e grande elenco.

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