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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Mendes adia julgamento sobre aposentadoria de magistrados envolvidos no escândalo da maçonaria

Da Redação - Arthur Santos da Silva

29 Jun 2020 - 15:58

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Mendes adia julgamento sobre aposentadoria de magistrados envolvidos no escândalo da maçonaria
O ministro Gilmar Mendes, membro do Supremo Tribunal Federal, pediu vista e adiou conclusão de julgamento sobre cinco recursos de magistrados aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Todos os nomes atuavam em Mato Grosso e foram flagrados no chamado “escândalo da maçonaria”. Um sexto recurso também teve conclusão adiada após pedido de destaque do ministro  Ricardo Lewandowski.
 
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Celso de Mello, relator do caso, já havia votado contra os recursos dos magistrados. O ministro Edson Fachin já havia acompanhado o relator em quatro recursos.
 
Os recursos inicialmente pautados para julgamento em sessão virtual são de Marcos Aurélio Reis Ferreira, Antonio Horácio da Silva Neto, Graciema Ribeiro de Caravellas, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Maria Cristina Oliveira Simões e Mariano Alonso Ribeiro Travassos. A sessão virtual iniciada no dia 19 de junho tinha previsão de encerramento no dia 26. Com a retirada de pauta, outra data será designada.
 
Os magistrados foram punidos pelo CNJ em razão de suposto envolvimento em esquema de desvio de verbas públicas, no montante de mais de R$ 1,4 milhão, com o objetivo de socorrer a Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.

De acordo com o então corregedor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), os magistrados teriam recebido, daquele tribunal, em torno de R$ 250 mil cada um e teriam emprestado à entidade por meio de contrato escrito, o que seria ilícito e caracterizaria um possível esquema de favorecimento com utilização de dinheiro público.
 
José Ferreira Leite, José Tadeu Cury, Irênio Lima Fernandes e Marcelo Souza de Barros também foram punidos pelo mesmo esquema. Os nomes, porém, não estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
 

8 comentários

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  • Arruda
    30 Jun 2020 às 09:56

    A maçonaria deveria logo se tornar uma sigla de um partido político. Esse discurso purista de instituição ou irmandade filantrópica não cola mais. Observem que no período de campanha eeitoral as lojas viram verdadeiros palanques eleitorais para candidatos com discurso anticorrupção e blá blá blá. As relações de poder e influência das lojas nos pleitos eleitorais em várias cidades é notório. Observem!

  • Benedito costa
    30 Jun 2020 às 09:20

    Me parece aí que o ministro não poderia adiar, nem julgar o caso visto ele ser de Mato Grosso e poderia ter situações tendenciosas. Ele mesmo poderia se julgar impossibilitado de julgar o caso, dado a ter laços de amizades com esses ex magistrados. Tão querendo a qualquer custo reverter o quadro e tá seguindo mora esse rumo se continuarem a adiar, adiar, Adiar o caso

  • Carlos Wagner
    30 Jun 2020 às 08:03

    Bandido protegendo bandido.

  • Cuiabano
    30 Jun 2020 às 06:53

    Mais uma vez estamos diante de um fato que "o crime compensa neste pais" os desvia valores absurdos, tentam ganhar mais dinheiro sobre dinheiro ilícito, pior ainda, foram aposentados com salário passando dos 30 mil e isto é punição! esses são os reis de toga mesmo heim!

  • Heráclito
    29 Jun 2020 às 22:30

    Até hoje. Naquela ocasião parece que o processo teria destino célere. Doce engano.

  • ANTONIO
    29 Jun 2020 às 19:05

    SERÁ QUE ELE É AMIGO DOS OUTROS.

  • Moacir
    29 Jun 2020 às 17:46

    Afffff, décadas heim doutor, trabalhe um pouquinho aí pelo nosso país, da uma mãozinha aí.... justifique o seu gordo salario

  • Márcio
    29 Jun 2020 às 17:25

    Tem um dessa lista citado em delações de Silval e Cia. Só me falta ela voltar a ser juiz.

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