Olhar Jurídico

Quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Notícias / Eleitoral

Juiz abre fase de alegações finais em processo que pode cassar Avalone

Da Redação - Arthur Santos da Silva

02 Set 2020 - 14:10

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Juiz abre fase de alegações finais em processo que pode cassar Avalone
O juiz eleitoral Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), abriu para fase de alegações finais ação contra o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB). Decisão, desta quarta-feira (2), foi estabelecida em processo que pode gerar cassação de diploma.

Leia também 
Mãe de jovem morta quer ação contra família de atiradora por fraude processual, prevaricação e advocacia administrativa

 
Após apresentação das alegações finais, os autos estarão conclusos para sentença. O deputado teve o nome envolvido em apreensão da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no município de Poconé (100 km de Cuiabá). Segundo informações da PRF, um veículo Gol, de cor prata, foi abordado no quilômetro 560 da BR-070.
 
No interior do veículo, os agentes abordaram três suspeitos, que estavam com R$ 89,9 mil em dinheiro vivo, além de vários santinhos do então candidato a deputado estadual, Carlos Avalone.
 
Os ocupantes do veículo foram identificados como Dener Antônio da Silva, Rosenildo do Espirito Santo Bregantini e Luiz da Guia Cintra de Alcantara.
 
Dener era o condutor. No momento da abordagem, disse que o dinheiro foi pego em um escritório em Cuiabá e que o local pertencia a Carlos Avalone. O montante seria para pagar cabos eleitorais.  Todavia, logo após, em seu depoimento, afirmou que não sabi para que seria o dinheiro.

Rosenildo afirmou que não sabia da existência do dinheiro encontrado no carro. Também explicou que ele e os outros ocupantes do veículo não foram a nenhum escritório.

Luiz da Guia, no momento da abordagem policial, disse que o dinheiro seria resultado de uma venda de uma motocicleta. Porém, ao prestar depoimento afirmou que o montante encontrado pertencia a ele. Ainda esclareceu que veio a Cuiabá porque precisava resolver uma situação financeira e que havia passado no escritório de Carlos Avalone.

Nos termos dos depoimentos colhidos em sede policial, os suspeitos não deram informações sobre a propriedade do veículo. Apenas  Luiz da Guia  supôs que pertencia à campanha eleitoral de Avalone.
 
Após a propositura da representação eleitoral, foram realizados interrogatórios em sede judicial. Dener relatou que, como não estava em serviço, aceitou acompanhar Luiz da Guia até Cuiabá. Ele reiterou a versão apresentada em seu depoimento policial.
 
Rosenildo disse que veio a passeio a Cuiabá após ser convidado por Luiz da Guia. Igualmente, no restante, reiterou a versão apresentada em sede policial.
 
Luiz da Guia narrou em juízo que a quantia apreendida em dinheiro era de sua titularidade, justificando que no dia da apreensão veio até Cuiabá e tomou o valor emprestado de uma pessoa cujo nome é Armando ( que será ouvido). Por fim, afirmou que no dia da apreensão passou pelo comitê do candidato Carlos Avalone. Também confirmou que o carro envolvido na abordagem policial estava sob sua responsabilidade.

Comentários no Facebook

Sitevip Internet