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Domingo, 25 de outubro de 2020

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Juiz nega prisão preventiva e monitoramento eletrônico de advogado

Da Redação - Arthur Santos da Silva

22 Set 2020 - 10:14

Foto: Reprodução

Juiz nega prisão preventiva e monitoramento eletrônico de advogado
O Juiz da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá,  Jamilson Haddad, indeferiu pedido de prisão preventiva feito pela ampresária Mariana Vidotto contra o advogado Cleverson Contó. O magistrado negou os pedidos de busca e apreensão de aparelho celular e monitoramento eletrônico.

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Na decisão, o juiz aponta a ausência de elementos mínimos que comprovem a versão apresentada por Vidotto, seguindo o parecer do Ministério Público no mesmo sentido. O magistrado ressalta que a narrativa é grave, mas que Mariana Vidotto “não trouxe elementos suficientes” para a decretação de nenhum medida solicitada. 

Por outro lado, o juiz Jamilson Haddad acolheu pedido formulado pela defesa de Contó ao determinar a realização de estudo psicossocial. Após a apresentação espontânea em juízo e encaminhamento de provas, a defesa solicitou um aprofundado estudo de profissionais. 

O advogado de defesa, Eduardo Mahon afirma que a negativa judicial aos sucessivos pedidos de Mariana Vidotto é “sinal de bom senso do Poder Judiciário que não se deixa levar pela pressão midiática”. 

A defesa aponta ainda que “não se mostrou minimamente plausível a versão inicial apresentada à opinião pública. Não há 20 vítimas, não há prova alguma dos gravíssimos fatos e o Dr. Contó foi vítima de uma articulação na mídia”. 

Não houve união estável

A defesa apresentou junto ao processo acordo assinado por Mariana Vidotto reconhecendo não ter havido qualquer união estável. “Além do contrato, juntamos áudios em que a suposta vítima reconhece claramente não ter havido qualquer violência”.

A defesa ainda espera que seja apurado o delito de extorsão e de denunciação caluniosa. As autoridades policiais já foram acionadas pelo advogado Cleverson Contó que formalizou em juízo a ocorrência contra Mariana Vidotto.

Parecer ministerial

A decisão do juízo da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica foi proferido na noite desta segunda-feira (21). No mesmo dia, o Ministério Público Estadual (MPE) emitiu um parecer contrário aos pedidos formulados por Mariana Vidotto. 

A promotoria especializada de violência doméstica se posicionou de forma contrária ao pedido de prisão preventiva e a imposição de outras medidas cautelares contra o advogado, por falta de provas concretas.

A fragilidade das acusações da influencer – de que seu ex teria provocado um relacionamento abusivo - se evidenciou em também no não oferecimento de nenhuma ação penal por parte do Ministério Público. 

Cleverson Contó permanece em Cuiabá e à disposição do Poder Judiciário para os devidos esclarecimentos. Em sua defesa, o advogado vem apresentando uma série de provas que demonstram as reais intenções da campanha difamatória que vem sendo empreendida contra ele. 

Mariana já chegou a pedir R$ 500 mil de Clevérson Contó como forma de chantageá-lo para não ir ao Ministério Público noticiar “informações caluniosas” contra o ex-namorado.

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