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Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

Notícias | Criminal

Detenção de cinco dias

Preso em operação, chefe de gabinete impediu entrega de documentos ao MP durante investigação

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

PJC e MP cumpriram mandados na prefeitura

PJC e MP cumpriram mandados na prefeitura

O chefe de gabinete da prefeitura de Cuiabá, Antônio Monreal Neto, preso na manhã desta terça-feira (19), durante a ‘Operação Capistrum’, deflagrada com objetivo de apurar contratação irregular de servidores na Saúde da cidade, com objetivo de comprar apoio político a Emanuel Pinheiro (MDB), teria impedido a entrega de documentos ao Ministério Público, durante uma diligência realizada durante o inquérito.

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Emanuel afirma que irá recorrer de afastamento do cargo e enfatiza que não há desvio de valores na Saúde
 
Antônio Monreal Neto teve contra si decretada a prisão temporária de cinco dias. Ele é tido como um dos braços direitos do prefeito Emanuel Pinheiro, tendo desempenhado funções junto ao emedebista desde o seu mandato como deputado estadual, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
 
Conforme consta na decisão desta terça-feira, existe um inquérito civil instaurado perante a 9ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, com a finalidade de apurar as contratações e pagamento de verbas irregulares na Secretaria de Saúde Cuiabá, no qual mesmo com o auxílio de integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO, não foi possível cumprir diligências naquela pasta e nas demais unidades.
 
Cinco investigadores do Gaeco, formados por delegados de polícia, promotores de Justiça e técnicos, foram impedidos de fazer levantamento de informações, pelo fato de que o chefe de gabinete simplesmente deu ordem aos servidores que se encontravam no recinto para que não prestassem informações e tampouco apresentassem documentos ao Ministério Público, obstruindo a investigação e afrontando as autoridades que ali se encontravam.
 
Ainda conforme consta no pedido de prisão temporária, a conduta do chefe de gabinete está causando sérios prejuízos ao erário municipal. Além disto, pontua que há resistência dos agentes em cessar as irregularidades e colaborar com os poderes constituídos.
 
Contra Antônio foi deferido o pedido de prisão temporária de cinco dias, mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro Quilombo, em Cuiabá e também o afastamento do cargo.


 
Operação
 
O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), com apoio da Polícia Civil, cumpre, na manhã desta terça-feira (19), busca e apreensão e sequestro de bens em desfavor do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e sua esposa Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro. Foi confirmado também o afastamento do emedebista do cargo de gestor municipal.
 
A 'Operação Capistrum' foi deflagrada após investigações originadas no Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa da capital, relacionadas a ilícitos perpetrados no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.
 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), além de determinar o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), também expediu mandado de prisão temporária contra o chefe de gabinete da Prefeitura, Antônio Monreal Neto.
 
Foram decretados mandados de busca e apreensão contra o prefeito Emanuel Pinheiro, sua esposa Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro; secretária adjunta e Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas Ricardo Aparecido Ribeiro.
 
Além do mandado de prisão, contra Antônio Monreal Neto, também há pedido de busca e apreensão.
 
O prefeito Emanuel Pinheiro acabou também sendo afastado do cargo pela Justiça, assim como Antônio Monreal Neto e a secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza.
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