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Domingo, 23 de janeiro de 2022

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CASO TONI FLOR

Acusada de planejar crime e pagar por morte de marido pede sigilo de ação; Justiça nega

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Acusada de planejar crime e pagar por morte de marido pede sigilo de ação; Justiça nega
O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, negou decretar sigilo em ação movida contra Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, por homicídio qualificado praticado contra o seu próprio esposo, Toni da Silva Flor. Decisão é do dia 24 de novembro.

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O pedido se fundamentou no argumento de que a imagem da denunciada está sendo explorada pela mídia, incorrendo em crime de gênero ou de cunho sexista, expondo, inclusive, as filhas menores da denunciada.
 
Em sua decisão, Miraglia explicou que os incômodos experimentados decorrem do fato do pai ter sido vítima de homicídio e da mãe, denunciada, responder ao processo crime pela acusação de autoria no crime de homicídio que vitimou o marido e pai das menores. “Portanto, indefiro o pedido por não vislumbrar justificativa plausível para a decretação do sigilo”.

Além de  Ana Claudia, também foram denunciados Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva. A denúncia inclui ainda Sandro Lúcio dos Anjos da Cruz Silva, que responde por falso testemunho, após ter feito afirmação falsa no âmbito do inquérito policial.
 
Consta na denúncia que no dia 1º de agosto do ano passado, por volta das 7h, em frente a uma academia, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo efetuados por Igor Espinosa, a mando de Ana Claudia de Souza Oliveira Flor. Para a concretização do crime, a esposa teria sido auxiliada por Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva.
 
De acordo com a investigação, Toni da Silva Flor e Ana Claudia de Souza Oliveira Flor estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha se deteriorando, notadamente por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada. Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar.
 
Tornozeleira
 
O magistrado negou pedido de retirada de tornozeleira feito por Ediane Aparecida da Cruz Silva. “Os fatos expostos na exordial revelam que a denunciada possuía conhecimento acerca do envolvimento de pessoas com a prática criminosa, circunstância que pode causar embaraço à tramitação processual, especialmente às testemunhas arroladas”.
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