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Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

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OPERAÇÃO DATAR

Acusado de usar os pais como "laranja" em esquema que lavou R$ 185 mi do tráfico, DJ de Cuiabá é mantido preso

Foto: Reprodução

Thiago, Diego e Patrike

Thiago, Diego e Patrike

O desembargador Wesley Sanchez Lacerda, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), manteve a prisão preventiva do Dj Diego de Lima Datto, apontado pela Operação Datar como uma das lideranças de grupo que usava laranjas e empresas fantasmas para lavar milhões provenientes do tráfico de drogas em Cuiabá. Diego e seus comparsas são acusados de lavarem mais de R$ 180 milhões pela venda de entorpecentes.

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Em ordem proferida na última terça-feira (2), o desembargador rejeitou habeas corpus manejado em favor de Datto, o qual questionava a manutenção da prisão alegando falta de contemporaneidade dos fatos e a suficiência de medidas cautelares alternativas.

O desembargador, porém, rejeitou o requerimento fundamentando que a prisão se justifica pela necessidade de garantia da ordem pública, citando a movimentação financeira vultosa e injustificada do paciente—totalizando mais de R$ 10 milhões—e sua condenação anterior por tráfico de drogas.

“Ademais, o paciente ostenta condenação definitiva por tráfico de drogas, circunstância que evidencia risco efetivo de reiteração delitiva e demonstra a necessidade da custódia cautelar para a garantia da ordem pública, ao menos neste momento processual”, decidiu o magistrado.

Datar foi deflagrada pela Polícia Civil em agosto deste ano. Datto e seu principal comparsa, o também DJ Patrick Noro, já foram presos em outras ocasiões pelos mesmos motivos. A ofensiva foi desencadeada para desarticular um complexo esquema criminoso voltado à lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.  As investigações apontam que os membros do grupo criminoso movimentavam valores que ultrapassam R$ 185 milhões relacionados à atividade do tráfico.

Ao todo, 7 pessoas foram presas, entre eles o DJ Diego de Lima Datto, apontado com um dos chefes, e Thiago Massashi Sawamura, conhecido como “Japonês”, que já havia sido preso na Operação Doce Amargo, voltada também ao tráfico de drogas. 

Foram detidos na ofensiva Diego Datto de Lima Carro, Patrike Noro de Castro, Jackson Luiz Caye, Marco Antônio Santana, Lucas Goudinho e Gonçalves, Thiago Massashi Sawamura e Rafael de Geon de Sousa.

Marcos Antônio Santana, que também era alvo, foi preso anteriormente durante a Operação Caffeine Break da Polícia Federal (PF). A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa que desviava produtos químicos do mercado legal para serem utilizados como insumos no tráfico de drogas.

Durante as investigações da Operação Datar, constatou-se que diversos alvos da operação, incluindo familiares, movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem qualquer lastro documental ou origem lícita comprovada. Datto, inclusive, usava o nome do pai, mãe, e ex-esposa para limpar o dinheiro sujo.

Parte dos recursos eram fracionados em pequenas quantias e transitavam entre contas de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a real origem do dinheiro.
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