O Ministério Público (MPE) denunciou, na quarta-feira (21), Rairo Andrey Borges Lemos pelo homicídio qualificado do próprio filho, uma criança de dois anos, e pela posse de munição de uso permitido, crime ocorridos em Sorriso. As investigações indicam que o crime foi motivado pelo inconformismo do acusado com o término da relação afetiva e com a autonomia da ex-companheira, mãe da criança, para reconstruir sua vida amorosa.
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De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, o homem, “com o propósito deliberado de punir sua ex-companheira (motivação torpe), arquitetou plano perverso para atingi-la em seu ponto mais sensível: matar o próprio filho do casal (menor de apenas dois anos de idade)”.
O crime ocorreu no dia 2 de janeiro deste ano, na residência do acusado. Conforme o Ministério Público de Mato Grosso, o denunciado se aproveitou da fragilidade física da criança, incapaz de oferecer qualquer forma de resistência ou defesa, circunstância que caracteriza o recurso que dificultou a defesa da vítima. De maneira consciente, voluntária e premeditada, ele matou o próprio filho por asfixia, configurando meio cruel.
Segundo o depoimento à polícia, Rairo estava com uma coberta sobre o ombro e com o filho no colo quando passou a pressionar a criança contra si. Ele afirmou que só percebeu que o menino não respirava mais após algum tempo.
Ao notar que havia matado o filho, o suspeito ainda tentou tirar a própria vida, mas não conseguiu.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos, que estranharam o som de música alta vindo da residência e barulhos no telhado. Ao entrarem no local, os policiais encontraram o homem pendurado por uma corda no pescoço, a criança morta em um dos quartos e cartas de despedida.
De acordo com a ocorrência, o suspeito escreveu duas cartas, uma direcionada à ex-companheira e outra à filha. Nos textos, ele afirma se arrepender de ter maltratado a ex-esposa e diz que não suportaria vê-la com outra pessoa.