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Quinta-feira, 18 de julho de 2019

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Yuri Bastos diz que não precisa falar mal de MS e rebate críticas de Piccinelli

Da Redação/Alline Marques

29 Jan 2009 - 17:20

O secretário de Turismo do Estado, Yuri Bastos, diz que o governo de Mato Grosso não precisa “falar mal” de Mato Grosso do Sul e rebateu as críticas feitas pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Piccinelli, referente a Mato Grosso, na briga para sediar a Copa do Mundo de 2014.

“Em nenhum momento da disputa o governo do Estado criticou Mato Grosso do Sul. O governador de lá (MS) deveria ter compostura. Falar mal não eleva Mato Grosso do Sul”, declarou em entrevista ao Olhar Direto.

Yuri Bastos contou que Mato Grosso saiu na frente e foi o primeiro estado a criar o Comitê Pró-Copa, enquanto o principal adversário somente agora resolveu tomar a iniciativa. Além disso, o governador Blairo Maggi já criou um fundo para a construção do novo estádio, que será no mesmo local do atual Verdão.

De acordo com o secretário, já estão assegurados R$ 100 mil para iniciar a obra que terá um valor total de R$ 400 mil. O secretário fez questão de destacar que a melhor empresa do Brasil foi contratada para elaborar o projeto de construção estádio.

“Nós, ao contrário de Mato Grosso do Sul, levamos o assunto com seriedade”, alfinetou. Além disso, Yuri Bastos destacou que o governo contratou uma empresa qualificada para fazer o planejamento específico para atender os requisitos da FIFA para as áreas de saúde, segurança, transporte, esgoto, abastecimento de água.

Yuri Bastos também destacou que Cuiabá é o Centro Geodésico da América do Sul, além de ter um rio que passa pela cidade, e o Estado ser contemplado pelos três biomas (Cerrado, Pantanal e Amazônia).

“A noite cuiabana é conhecida nacionalmente. É agitada. Em Campo Grande, domingo às 23h não tem mais o que fazer. É preciso ter atrativos e a nossa gastronomia é muito forte, ao contrário de Mato Grosso do Sul que foi contaminada pela cultura paraguaia”, declarou o secretário.

O secretário fez questão de destacar num raio de 200 quilômetros várias belezas naturais são encontradas, como o Pantanal, Chapada dos Guimarães, Nobres, Águas Quentes, Manso, Jaciara. Enquanto no estado vizinho, o Pantanal fica distante da capital e Bonito está a 600 quilômetros de Campo Grande. No total, serão investidos cerca de R$ 1,5 bilhão para a vinda da Copa.

Quanto a influência política do Estado, Yuri admitiu que o nome governador tem peso e lembrou que Mato Grosso ainda conta com o apoio do presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

Contestação

Sobre os números apresentado por Piccionni nesta quinta-feira (29) durante entrevista coletiva em que destaca a violência em Mato Grosso e o baixo número de turistas no Estado, Yuri diz que “números são números. Manda ele provar”.

André Piccioni ainda informou que no ano passado Mato Grosso do Sul recebeu 12 mil turistas internacionais, enquanto o Estado teve apenas 1.136. No entanto, a secretária adjunta de Turismo, Vanice Marques, contestou a informação e disse que gostaria de saber qual é a fonte dos dados apresentado pelo governador de MS.

“Para ter essa informação seria preciso ter uma pesquisa permanente nas rodoviárias, aeroportos e pousadas, para saber um número mais preciso”, informou Vanice. De acordo com a secretária, o que Mato Grosso possui é o número de embarques e desembarques no aeroporto divulgados pela Infraero.

Em 2007, o estado registrou 1,2 milhão de embarques e desembarques no aeroporto internacional Marechal Rondon. No ano passado foram 1,3 milhão. Já o estado vizinho registou 868.064 mil
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