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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

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Programas incentivam uso racional dos recursos naturais

O Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, lançado em julho, criou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para os produtores que adotam programas de sustentabilidade criados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Destacam-se os programas de incentivo à produção integrada (Sapi); de desenvolvimento da agricultura orgânica (Pró-Orgânico), que inclui a regulamentação da produção com a publicação de seis instruções normativas; e o programa Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura. Juntos já beneficiaram mais de seis mil produtores com R$ 5 milhões.

Outra proposta prioritária é o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), que contou com R$ 52 milhões, em 2007, para as ações do programa. Para o Plano Agrícola 2008/2009, serão R$ 150 milhões.

Certificação - Todos os produtos inseridos na produção sustentável são certificados por entidades credenciadas no ministério e no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Márcio Portocarrero, a certificação garante a credibilidade do produto no mercado.

“Os consumidores do Brasil e do exterior exigem comprovação de que o produto oferecido apresenta critérios de sustentabilidade”, disse. O secretário destacou, que com a certificação, o País mostra ao mundo que produz de forma correta, sem ameaçar os biomas. “Os consumidores, que compram produtos brasileiros, estão contribuindo para a preservação do planeta”, frisou.

Produção Integrada 2009 - O Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi) vai implantar 16 novos projetos, em 2009, nas áreas de produção sustentável da cana-de-açúcar, milho, espécies agroflorestais da Amazônia, plantas medicinais, flores, hortícolas e caprinocultura leiteira em diversos estados.

Outros 14 projetos de transferência e difusão de produção integrada serão implantados em onze estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Pernambuco, Paraíba, Pará e o Distrito Federal. Serão adotadas experiências bem sucedidas em regiões pioneiras.

Segundo o coordenador-geral de Sistemas de Produção Integrada, Luiz Nasser, as regiões Sul e Nordeste serão contempladas, também no próximo ano, com projetos de promoção, divulgação e fomento da produção integrada.

Exportação - O Brasil exportou, em 2007, mais de 120 mil toneladas de maçã cultivada pelo Sapi, volume que se aproxima de 20% do total da produção no País. Isso mostra o crescimento da percepção dos produtores de que a produção integrada permite a racionalização de insumos agrícolas, aumento da produtividade e da qualidade do alimento, além da preferência nos mercados nacional e internacional.

Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura - O programa Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS) oferece ao produtor rural alternativas de renda. Iniciado em 2006, propõe a adoção simultânea de diferentes modelos de produção florestal e agroflorestal em uma mesma área. É possível associar a extração de fibras e madeiras com sistemas produtivos de grãos, carne, leite e agroenergia.

“A diversificação permite enfrentar a sazonalidade de mercado de alguns produtos. Assim, se ganha em produtividade e, também, em renda”, explica Sávio de Mendonça, diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade (Depros), da Secretaria de Desenvolvimento e Cooperativismo (SDC). Mendonça salienta que o produtor que adere ao sistema tem preferência no mercado internacional, que requer cada vez mais produtos resultantes de sistemas sustentáveis.

Outra vantagem é a possibilidade de transformar áreas de pastagens degradadas em produtivas, reduzindo o desmatamento. Atualmente, o Brasil tem mais de 70 milhões de áreas degradadas que podem voltar a produzir. Ações do ILPS já se desenvolvem em estados como o Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia.
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