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Quarta-feira, 10 de agosto de 2022

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Na véspera de deixar o cargo, diretor da Aneel lamenta não ter promovido a revisão tarifária

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, que deixa amanhã (14) o cargo , que ocupava desde 2005, por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje que lamenta não ter conseguido, durante o período em que esteve na agência, promover a revisão da estrutura tarifária de energia elétrica. Kelman participou hoje de sua última reunião com os diretores da agência.

“Muitas vezes estados mais pobres acabam tendo a conta de luz mais alta do que a de estados mais ricos. Isso não me parece justo, mas sem mudar a lei não será possível uniformizar tarifas, pelo menos para os consumidores residenciais”, disse. “E se há tarifas baixas em uma região, pode-se criar uma forma de subsidiarmos outras regiões”, sugeriu Kelman, que defende também a criação de um mecanismo de estímulo às empresas para buscarem maior efetividade na prestação do serviço.

A partir de amanhã a Aneel terá um novo diretor-geral: no lugar do atual de Jerson Kelman assumirá interinamente o atual diretor substituto, Edvaldo Alves de Santana, até que o plenário do Senado Federal confirme o nome de Nelson Hubner, já aprovado pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura.

Kelman destacou alguns pontos que considera positivos em sua gestão à frente da Aneel, como a conclusão da revisão tarifária, a transparência das distribuidoras de energia elétrica, a realização de leilões de geração e transmissão de energia elétrica, e a redução da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC) – encargo cobrado dos consumidores brasileiros como um todo, com o objetivo de subsidiar a compra de combustíveis usados na geração térmica de energia em localidades que não fazem parte do sistema interligado nacional. Aprovada pela Aneel, no último dia 6 de janeiro, a redução da CCC resultará em uma queda de 1% do custo de energia elétrica para consumidores de todo o país.

Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e PhD em Hidrologia e Recursos Hídricos pela Colorado State University, Jerson Kelman assumiu a direção geral da Aneel após cinco anos à frente da Agência Nacional das Águas (ANA).

O substituto, Nelson Hubner, já foi assistente da Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade da Aneel entre 2000 e 2001. Lotado atualmente no Ministério de Minas e Energia (MME), no cargo de secretário-executivo, foi assessor do Departamento de Política Energética do ministério, em 2002, e chefe de gabinete da então ministra Dilma Roussef, entre 2003 e 2005.
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