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PSB e PT sonham em ter Alckmin como adversário do grupo de Serra em SP

Folha de S. Paulo

03 Jan 2009 - 09:07

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) vem sendo cobiçado por uma ala do PSB para ser candidato pelo partido ao governo de São Paulo em 2010 caso não consiga a indicação dentro de seu PSDB. Para isso, Alckmin, derrotado no primeiro turno da eleição municipal da capital paulista em 2008, teria de trocar de legenda ainda neste ano, conforme determina a lei.

A ideia agrada uma ala do PT, que vê no estratagema a possibilidade de enfraquecer o governador José Serra (PSDB) no seu território. Nas palavras de um líder do PT nacional, vale tudo para vencer Serra.

Nesse caso, Serra seria pressionado a disputar a reeleição e desistir da sucessão de Lula. E, mesmo se conseguisse a candidatura ao Planalto, ele se veria obrigado a permanecer mais tempo em São Paulo para trabalhar por seu sucessor, avaliam os petistas.

Os mais exaltados chegam reservadamente a admitir a possibilidade de o PSB, fiel aliado de Lula no âmbito nacional, lançar Alckmin para a Presidência, o que, em tese, enfraqueceria Serra em São Paulo.

Canais abertos

Os frequentes canais de diálogo de Alckmin com o PSB paulista são o ex-prefeito de São Bernardo do Campo William Dib e o deputado federal Márcio França. Ambos tentaram empurrar o PSB para o tucano na eleição do ano passado.

Também em 2008, Alckmin se aproximou do deputado federal Ciro Gomes (CE), principal líder nacional do PSB.

Segundo a Folha apurou, no entanto, Alckmin não cogita abandonar o PSDB por acreditar que ainda tem muitas chances de concorrer ao Estado pelo partido que ajudou a fundar. Ele tem afirmado a seu grupo que estará engajado no projeto de reconduzir a sigla ao Planalto em 2010.

Neste ano, ele vai intensificar as visitas aos municípios do interior, onde, segundo pesquisas à sua disposição, possui um capital de votos considerável.

Entre os maiores obstáculos do tucano, que passou o Réveillon descansado no litoral do Rio de Janeiro, está convencer antigos aliados de fora do PSDB de que ainda é o nome mais viável da sigla.

PTB, PPS e PV, que estiveram com Alckmin em eleições passadas, devem acompanhar a determinação da dupla Serra e Gilberto Kassab (DEM), já que integram as bases de apoio do governador e do prefeito da capital paulista.
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