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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

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''Cuiabá com excelentes perspectivas futuras de expansão''

Sob a coordenação da arquiteta e urbanista Adriana Bussiki, 1ª Dama de Cuiabá e presidente do IPDU (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Urbano), foi trabalhado intensivamente, em 2008, um anteprojeto pautado no Plano Diretor, delineando a real situação de Cuiabá, cidade que sofre um desenvolvimento acelerado, truncado em alguns aspectos estruturais.

A presidente do IPDU recorda que a Capital de Mato Grosso se insere entre as que registraram um crescimento acima da média nacional. "Se analisarmos, isso representa um impacto fenomenal. Dos anos 40 para cá, ganhamos mais de 500 mil novos habitantes": O lado ruim desse processo é que a Capital de Mato Grosso ganhou densidade demográfica e expansão territorial de forma desordenada, sem qualquer planejamento ou organização, aponta. "Se, de um lado, isso implica em progresso, mais renda circulando, movimento, demandas e ofertas comerciais, outros fenômenos pertinentes ao progresso se interpõem nesse processo".

Com a proposta de reaver esse quadro, o Plano Diretor de Cuiabá foi reexaminado e as novas propostas aposentaram o documento antigo, condensado em trabalho, que terá validade pelos próximos 15 anos (pelo menos até 2020):

"Essa revisão levou em consideração a lei do Aglomerado Urbano, que recentemente deu origem ao projeto de criação da Região Metropolitana de Cuiabá, em trâmite na Assembléia Legislativa, e o Estatuto da Cidade (lei federal de 2001). Um dos focos do novo plano é estimular a ocupação de cerca de 55 mil lotes ociosos da Capital, impedindo a ampliação do perímetro urbano atual de 257 quilômetros", explica a urbanista.

A concepção desse anteprojeto consumiu quase um ano, exatos 1 meses de trabalho. Bussiki explica que a participação popular foi a principal diferença citada pelo prefeito Wilson Santos ao comparar o Plano elaborado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em 1992, e o atual:

"Trata-se de um documento trabalhado com afinco, detalhado. Não surgiu apenas pela construção técnica, com os profissionais instalados em ambiente de ar-condicionado. Nós fizemos questão de edificá-lo de baixo pra cima", frisa Adriana.

São várias as mudanças inseridas nesse anteprojeto, delineando uma nova imagem daquela que foi pretendida à Capital do futuro. "Na infra-estrutura, por exemplo, a proposta é a ampliação da avenida Miguel Sutil (Perimetral), que fará um giro de praticamente 360 graus em torno da cidade até chegar à Avenida Beira Rio. Hoje, a via passa pelos viadutos do CPA, Coxipó e termina na avenida Carmindo de Campos, onde já não é mais duplicada. Também está prevista a recuperação de pelo menos 20 córregos, entre eles o Gumitá, rio Coxipó e Cuiabá".
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