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Sábado, 19 de junho de 2021

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Prefeitura abre nova área emergencial para aterro sanitário

O limite de vida útil do aterro sanitário de Cuiabá se esgotou e a Prefeitura da capital teve que abrir uma nova área emergencial, com capacidade de receber as 470 toneladas de resíduos sólidos produzidos por dia na cidade. Licenças ambientais foram emitidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) permitindo que a área utilizada na compostagem também sirva como aterro. O lixo será destinado para a nova célula que está sendo construída, a partir de fevereiro.

O aterro sanitário foi motivo de muita polêmica no decorrer deste ano, principalmente, devido algumas irregularidades apontadas pela Sema, e ainda por indícios da contaminação das águas subterrâneas pelo chorume, líquido poluente de cor escura e odor ruim, originado do processo de decomposição de resíduos orgânicos. A Sema determinou que a Prefeitura encontrasse um novo local, prazo que expirou este mês e até então, não se sabe em qual área servirá para abrigar os resíduos a capital mato-grossense.

O secretário municipal de Infra-Estrutura (Seminfe), Josué de Souza Júnior, disse ao site Olhar Direto que está aguardando o EIA/Rima, que definirá a área ideal do aterro sanitário. Foi realizada licitação e a contratação de uma empresa para elaborar os estudos e verificar a melhor área.

Conforme Souza, até que o novo local seja encontrado, a Sema aprovou o projeto apresentado pela secretaria para que além da área de compostagem, uma outra dentro do próprio aterro seja também utilizada. Os dois locais não apresentaram contaminação e foram aprovados para ser operados. Menor impacto ambiental

Entretanto, a ressalva é que as áreas só terão capacidade de receber as 434 mil toneladas mês, até o primeiro semestre de 2009. A coordenadora de resíduos sólidos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Solange Cruz, diz que a liberação emergencial concedida dentro do próprio aterro foi devido ao impacto ambiental que os resíduos poderiam causar, caso fossem para outro local.

O aterro sanitário funciona com a licença ambiental emitida em dezembro de 2007. O documento autoriza a operação em 2 hectares, dos quais 1 será ocupado até novembro deste ano e outro está dentro de uma propriedade particular. 

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