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Quarta-feira, 16 de junho de 2021

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Escola onde ocorreu tremor não é reformada e mais de mil alunos podem ficar sem aula

As obras de reforma em uma escola estadual, localizada no município de Cáceres (a 225 quilômetros de Cuiabá), onde houve registro de um forte tremor provocando rachaduras no prédio, ainda não foram realizadas e mais de mil alunos correm o risco de não iniciar o ano letivo. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) recebeu o laudo técnico sobre a inspeção realizada por engenheiros no local, no entanto, não iniciou a reforma solicitada pela perícia.

O abalo na estrutura do prédio ocorreu no dia três de setembro de 2008, e desde então os estudantes foram transferidos para o prédio de uma antiga escola, que foi desativada. O diretor da escola, Orlandir Gonçalves Cavalcanti, disse ao site Olhar Direto que tentou entrar em contato com a Seduc para verificar a situação. A informação repassada pelo secretário de educação, Ságuas Moraes, foi de que as reformas começariam a ser realizadas ainda no mês de dezembro.

“Estamos com receio de que não haja tempo hábil para as obras, e os alunos fiquem novamente sem estudar na escola”, declarou o diretor. A escola foi construída pelo governo do Estado há quase três anos, e no ano passado, segundo ele, foram encaminhados três oficios à Seduc, solicitando a vistoria. Isso porque, outros tremores já haviam acontecido na escola.

As aulas terão início no dia nove de fevereiro de 2009, e tanto os professores como pais e alunos aguardam retorno do Governo sobre a situação. De acordo com a análise, a estrutura do prédio afundou alguns centímetros, principalmente na viga central e nos cantos das salas de aula. O abalo foi sentido por diversos alunos, professores e funcionários da escola.

A escola foi inaugurada no dia 24 de setembro de 2005 e possui o nome em homenagem ao professor Natalino Ferreira Mendes, historiador cacerense membro da Academia Mato-grossense de Letras.

Por telefone, a equipe de reportagem do Olhar Direto tentou entrar em contato com a diretoria da Seduc, mas ninguém foi encontrado. 


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