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Quarta-feira, 29 de junho de 2022

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Google e Microsoft fazem mistério sobre adaptação para a reforma ortográfica

Com as novas normas ortográficas, os usuários de corretores ortográficos, como o do Word, da Microsoft, ou o do Gmail, do Google, podem ter de deixar de lado a ferramenta. As duas empresas prometem se adaptar às regras de escrita nos prazos estipulados pelo governo – ou seja, até o fim de 2012, quando termina o período de transição -, mas não dão detalhes nem datas das mudanças.

Escrever ideia (sem acento) no Word é uma tarefa bem chata com o corretor ortográfico ligado. O usuário precisa retirar o acento, que o software, teimoso, coloca automaticamente. 

Desligar o corretor é uma alternativa que não agrada a todos. O jovem Henry Nakasone, de 19 anos, é um dos que devem sofrer sem a ferramenta. “Uso bastante o corretor do Word, principalmente para trabalhos da escola”, diz.

Já sua amiga Luísa Bertoli, 18 anos, terá menos problemas para se acostumar: “Não confio muito nos corretores e trabalho com eles desativados. Prefiro escrever por mim mesma”, afirma.

O que dizem as empresas
O Google informou por nota que “fará os ajustes nas páginas e nas ferramentas de revisão ortográfica gradualmente, dentro do prazo estipulado pelo governo para que toda a reforma seja feita”, mas não dá mais detalhes nem uma data para ter o corretor adaptado.

A Microsoft, em nota do gerente de produtividade e colaboração no Brasil, Eduardo Campos, diz que está adequando o pacote Office. “Ainda não há data definida para a atualização estar disponível ao consumidor final, mas o compromisso da empresa é oferecer a atualização no corretor ortográfico, de forma gratuita, dentro do prazo estabelecido pelo governo, que termina em 2012”, afirma.

O acordo
De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2012 valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. No Ano Novo começa o chamado “período de transição”. Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico adotará as novas regras até 2014. 

Nem todas as mudanças estão definidas. Ainda há exceções - por exemplo, no uso do hífen - que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009.
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