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Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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Israel anuncia nova trégua para acesso de ajuda humanitária

ABr

12 Jan 2009 - 11:13

As Forças Armadas de Israel anunciaram hoje (12) uma trégua até as 14h (10h em Brasília), para permitir o acesso de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, segundo informações da agência argentina Telam. A trégua tem duração de três horas, período no qual devem entrar no território 150 caminhões carregados com alimentos, medicamentos e mantas.

Na última noite, pelo menos 12 alvos do Hamas foram atingidos por um ataque da aviação israelense, segundo informou um porta-voz militar de Israel. Os aviões “apontaram sobre locais de armazenamento de armas em casa de ativistas do Hamas, em túneis de contrabando e sobre elementos armados”, disse.

De acordo com a Telam, o porta-voz também garantiu que esta foi a terceira noite consecutiva em que não foi lançado nenhum míssil do território de Gaza contra Israel.

Segundo fontes médicas palestinas, nos ataques de hoje, pelo menos 15 palestinos morreram. O chefe dos serviços de emergência palestinos, Mouawiya Hassanein, disse que com essas vítimas, o número total de mortos chegou a 905, dos quais 277 são crianças, 95 mulheres e 92 idosos. Desde 27 de dezembro, foram registrados também quase 4 mil feridos.

Segundo informações da BBC Brasil, do lado israelense, pelo menos 13 pessoas morreram desde o início da ofensiva sobre a Faixa de Gaza.

Hoje, o porta-voz do governo, Mark Regev, disse que o exército vai manter a pressão sobre o Hamas. De acordo com as Forças Armadas de Israel, foram enviadas unidades reservistas para o território palestino, para renovar as tropas que já estão atuando em Gaza. No entanto, o país negou que isso signifique uma intensificação da ofensiva.

Ainda de acordo com informações da BBC, o suprimento de alimentos e remédios está cada vez mais baixo e as pessoas estão com medo de sair às ruas em Gaza. Dois médicos noruegueses que trabalham no Hospital de Al-Shifa, principal território palestino, informaram que os pacientes estão morrendo porque faltam especialistas e equipamentos básicos.

Além disso, por conta dos cortes freqüentes no fornecimento de energia elétrica, muitas cirurgias estão sendo feitas à luz de lanternas. De acordo com os médicos, metade dos pacientes é civil, inclusive crianças com ferimentos causados por projéteis e destroços de explosões. Ele disseram também que 12 funcionários de saúde foram mortos em serviço, quando suas ambulâncias foram atingidas, apesar de estarem identificadas.

Ainda hoje, o enviado especial do chamado Quarteto (formado pela Rússia, União Européia, ONU e pelos Estados Unidos para negociações de paz no Oriente Médio), Tony Blair, chega ao Cairo para uma rodada de conversas com representantes egípcios, israelenses e palestinos.


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