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Quarta-feira, 26 de junho de 2019

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Dal Maso é eleito presidente da Câmara de Cláudia e assume como prefeito interino

Da Redação/MC/Só Notícias/JusBrasil

01 Jan 2009 - 19:00

O vereador Roberto Dal Maso foi eleito hoje presidente da Câmara Municipal de Cláudia e será prefeito interino daquela cidade até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decida se vai ser mantida a decisão de primeira instância que cassou os registros de candidaturas do prefeito eleito, Vilmar Giachini (PMDB), e do vice, Gilmar Sokoloisk, acusados de corrupção eleitoral (compra de votos). 

Dal Maso encabeçou chapa única, que teve o professor Antonio eleito vice-presidente e o vereador Judas Tadeu como primeiro secretário. Antonio passa a presidir a câmara no período em que Dal Maso for prefeito.

A solenidade de posse foi na câmara municipal. Logo após, Roberto Dal Maso foi para a prefeitura e uma das primeiras medidas foi manter nos cargos todos os secretários da administração do ex-prefeito Altamir Kurten, de quem é aliado político. O prefeito interino deve decidir, nos próximos dias, as demais ações de governo. Roberto já foi vice-prefeito em 1996 e se reelegeu vereador para o 3º mandato. 

A cassação de Giachini e Sokolovisk ocorreu no no começo de dezembro de 2008,quando o juiz eleitoral João Guerra, de Sinop, assinou sentença garantindo que "ficou comprovado satisfatoriamente, por meio de quatro testemunhos em especial, colhidos sob crivo do contraditório, que houve mesmo a cooptação ilícita de sufrágio nas eleições em Claudia". Segundo consta do processo, houve promessas de emprego para eleitores e compra de votos por R$ 50,00 cada. Eles se elegeram com uma diferença de 49 votos.

Os depoimentos de testemunhas indicaram que Orlando Moreira, dono de uma loja de materiais de construção em Claudia, ofereceu, na campanha, R$ 50,00 para 3 eleitores retirarem placas do candidato Altamir Kurten (PSDB) e colocarem placas do candidato Vilmar, e prometeu doar latas de tintas, além de R$ 170,00 para uma mulher que passava por dificuldades e foi procurar o empresário que, em juízo, declarou ter trabalho pela candidatura do prefeito eleito. Outra eleitora afirmou em juízo ter recebido de Orlando R$ 150,00 (em dois repasses) e "nestas vezes ele pediu para que votasse no seu candidato a prefeito Vilmar Giachini."

Na sentença, o juiz diz que em Cláudia "ocorreu a prática hedionda de compra de votos". Ele também aplicou multa de 10 mil UFIRs para Vilmar e cassou o registro de candidatura do vereador Ebenezel dos Santos (PMDB), que obteve 227 votos. Os votos que ele recebeu foram considerados nulos.
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