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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

Notícias | Turismo

Trancoso: após o alerta de Viagem e Turismo, ela está se cuidando melhor

A Sociedade Amigos de Trancoso (SAT) se mobilizou, a comunidade aderiu, a ficha dos políticos da região finalmente está caindo e Trancoso já pode respirar um pouco mais aliviada.

Em março do ano passado, a VT mostrou como o vilarejo do litoral sul da Bahia - que pertence ao município de Porto Seguro e recebe todos os anos milhares de turistas brasileiros e gringos - estava sofrendo com a poluição de rios, praias e mangues, loteamentos clandestinos, um lixão fedorento e infestado de urubus e a derrubada da Mata Atlântica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Caraíva-Trancoso.

Com uma das vilas mais charmosas do litoral baiano quase à beira de um colapso, a SAT criou o movimento Trancoso Sustentável a fim de advertir moradores, governo e empresários de que estava na hora de reverter a situação. Pouco mais de um ano depois, já é possível vislumbrar um futuro melhor em favor da preservação. "A criação do movimento e a divulgação da matéria da Viagem deram uma sacudida geral por aqui. As pessoas estão mais participativas, querendo fazer algo pela sustentabilidade de Trancoso", diz o empresário Randolfo Calenda, da SAT. Sinal nesse sentido é a mudança de atitude dos barraqueiros, que já não despejam o óleo das frituras nos rios.

Ainda há problemas com loteamentos clandestinos, o lixão continua lá, mas o distanciamento da população e dos governantes em relação aos problemas não existe mais. Esse, certamente, é o primeiro passo para salvar Trancoso. "Hoje a SAT é mais conhecida e respeitada até por políticos que antes nem nos ouviam. Dá para perceber que eles estão mais sintonizados", reconhece Calenda. O novo prefeito eleito de Porto Seguro, Gilberto Abade, e seu vice, Miguel Balejo, têm mantido diálogo constante com a associação e prometem soluções para a região. "É preciso colocar Trancoso em um padrão de desenvolvimento sustentável. A melhor maneira de fazer isso é nos entendermos com o pessoal da SAT e da APA", diz Balejo. 


 

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