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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

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Metalúrgicos da GM fazem nova paralisação contra demissões

Funcionários da GM pararam por duas horas na manhã desta quinta-feira (15), na fábrica de São José dos Campos, em São Paulo, contra as 744 demissões anunciadas na unidade na última segunda-feira (12). Esta é a segunda manifestação em menos de uma semana. A primeira aconteceu no dia 13, quando trabalhadores pararam por uma hora.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região insistem na readmissão dos funcionários temporários dispensados e na estabilidade do emprego. Ao mesmo tempo, rejeitam a proposta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que prevê redução salarial.

Por meio da assessoria de imprensa, a Fiesp informou ao G1 que a federação se reuniu com centrais sindicais para discutir uma forma desses empregos serem mantidos e que a única “brecha” permitida pela legislação em uma situação como esta seria a redução de jornada seguida de redução salarial. No entanto, o órgão ainda deve se reunir na semana que vem com o sindicato para discutir a proposta.

Segundo o sindicato, uma nova manifestação está prevista para o próximo dia 24 no centro de São José dos Campos. 

Na terça-feira, Luiz Carlos Prates, secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, disse que não entende o motivo das demissões. “As empresas ganharam muito dinheiro durante o último ano, o lucro delas nunca foi tão alto. Portanto, não é justo que no primeiro aperto queiram descarregar isso em cima dos trabalhadores", disse.

De acordo com a GM, a medida só abrange os funcionários temporários, que foram contratados como reforço nas linhas de montagem, já que o crescimento das vendas de veículos no mercado nacional se comportou acima das expectativas até setembro do ano passado. Com a queda nas vendas, a produção terá de ser reajustada. Ainda, segundo a empresa, quando o mercado reagir, esses funcionários demitidos terão prioridade na recontratação.

Unidade de Gravataí (RS)

O vice-presidente da General Motors no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse na quarta-feira (14) que a montadora não fará demissões na unidade de Gravataí (RS), desmentindo boatos que chamou de "terrorismo fantasioso" de que haveria cortes também na fábrica gaúcha. A unidade não tem funcionários temporários.

Sobre as demissões em São José dos Campos, José Carlos disse que medida diz respeito apenas aos funcionários temporários, que poderiam ou não ter o contrato prorrogado. “O nosso patrão é o mercado”, diz. “Estamos tomando todas as medidas para atenuar o problema”. No caso daqueles que foram dispensados antecipadamente, Pinheiro Neto diz que a empresa pagou um valor adicional. “É um contrato com regras estabelecidas”.

O executivo afirmou ainda que se o sindicato tivesse aprovado um acordo de horas extras, a medida poderia ter sido a solução para as demissões. “Infelizmente, no passado, esse mesmo sindicato sempre descartou o banco de horas”, afirma.

Férias coletivas

Para evitar o cancelamento dos contratos, a montadora utilizava, desde outubro, as férias coletivas como recurso. Foram cinco períodos de férias até agora - no momento, 500 funcionários estão sob período de recesso.

A unidade de São José dos Campos emprega cerca de 8.900 pessoas e produz modelos como Corsa, Zafira, Meriva e as picapes Montana e S10.

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