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Segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

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Cenário montado deu uma pequena mostra dos biomas de Mato Grosso

Cada bioma que Mato Grosso possui foi muito bem representado no cenário montado no XIV Katoomba Meeting Brasil 2009, na entrada do Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Além das várias palestras e conferências, muitos participantes não irão se esquecer do espaço que foi criado para dar uma sensação de estar dentro da Floresta Amazônica, nas cachoeiras do Cerrado e nas águas do Pantanal.

Da Assessoria

03 Abr 2009 - 10:17

Foto: Ednilson Aguiar/SECOM-MT

Cenário  montado  deu uma pequena mostra dos biomas de Mato Grosso
Cada bioma que Mato Grosso possui foi muito bem representado no cenário montado no XIV Katoomba Meeting Brasil 2009, na entrada do Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Além das várias palestras e conferências, muitos participantes não irão se esquecer do espaço que foi criado para dar uma sensação de estar dentro da Floresta Amazônica, nas cachoeiras do Cerrado e nas águas do Pantanal.

Na entrada do evento foi montado uma cachoeira com madeira teca, já dentro do evento as pessoas podiam ver e sentir um pouco a sensação de estar na natureza, três grandes painéis com imagens do Véu das Noivas em Chapada dos Guimarães, um ninhal de garças no Pantanal e uma nascente da Floresta Amazônica. E todos ornamentados com plantas naturais, água em forma de cachoeira e sons dos pássaros. Deu um verdadeiro ar de realidade no local.

“A ideia era fazer algo diferente, para que os participantes sentisse de perto a nossa natureza” afirmou Walbram Mario Morais Coelho, que foi quem colocou a ideia do Secretário de Planejamento Yênes Magalhães em prática. Walbram arquitetou todo o projeto de paisagismo e montagem do evento.

Além dessa decoração natural, ainda foram montados estandes para todos os parceiros, e não foi esquecido a cultura local, que foi representada pelos artesanatos do projeto 'Demais de Bom'. Esse grupo de trabalho existe há cerca de três anos, e reúne vários artesões de Cuiabá e outras cidades do interior. “O projeto não é uma empresa, mas sim uma economia solidária onde o objetivo é gerar renda aos artesãos por meio de sua arte” disse Claudia Brechet uma das idealizadoras do projeto. Eles receberam o convite e abraçaram a causa, foi analisado então o perfil e escolheram as peças de 11 artesões que foram expostas e vendidas durante o Katoomba.

Muitos ficaram surpresos com a oca indígena da etnia Yawalapiti do Alto Xingu, que foi montada na entrada principal do evento. Comandados pelo cacique Aritana eles fizeram várias apresentações no primeiro dia, apresentaram as danças da Taquara e do Peixe. “Foi muito bom para nós, podermos participar do Katoomba. É de extrema importância para mostrar nossa cultura e que temos matas e rios para serem preservados, e que no futuro nossos descendentes usufruam com tranquilidade de nossa bela natureza”, afirmou Ianacula Rodarte sobre a participação de sua tribo Tuatuari.

Matthew Elliott consultor do Katoomba Group na Califórnia EUA, ficou encantado com tudo que presenciou “Fiquei muito impressionado, principalmente com os painéis gigantes as fotos combinando perfeitamente com as plantas. Foi bem legal os índios terem participado, deu para sentir o contraste de mundos totalmente opostos se juntando. É a primeira vez que vejo índios brasileiros, já tive contatos com os povos primitivos do Alasca, foi emocionante”.

Natália Prado da ONG iniciativa Verde de São Paulo se emocionou com a apresentação dos índios “Os painéis chamaram muito a minha atenção, a entrada com as cachoeiras também. Mas o que mais me emocionou foi a dança dos índios que foi um show a parte,” encerrou ela.

Hoje e amanhã, o Katoomba segue para o Sesc Pantanal onde terão reuniões e conferências dos grupos de trabalho, que estão em busca de novos caminhos para a proteção do meio ambiente.

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