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Mesmo se IPI subir, valor do usado não se recupera

O advogado Carlos Edson Strasburg Júnior, 27, tentou vender, em janeiro, seu Peugeot 307 ano 2004. O comprador, porém, ofereceu um valor R$ 6.000 abaixo da tabela, e o carro ficou parado na garagem.

UOL

05 Abr 2009 - 10:22

O advogado Carlos Edson Strasburg Júnior, 27, tentou vender, em janeiro, seu Peugeot 307 ano 2004. O comprador, porém, ofereceu um valor R$ 6.000 abaixo da tabela, e o carro ficou parado na garagem.

Teoricamente, em julho, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) voltará ao normal e, ao elevar o preço do novo, pode valorizar o usado.

Essa aposta, porém, é arriscada, analisam especialistas. Já existem rumores de que a isenção do IPI irá até o fim do ano. Nem economistas nem lojistas ouvidos pela Folha enxergam um cenário promissor para o segundo semestre deste ano.

"Mesmo que o preço do novo suba com o fim dos descontos do IPI, a oferta de usados ainda continuará alta, impedindo a valorização desses carros", prevê Renato César, gerente de vendas da concessionária Diabel. "Antes da crise, o preço dos usados estava supervalorizado, pois faltava carro novo."

Antônio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), concorda. "É pouco provável que o preço do usado decole nos próximos meses", afirma.

Contas

Mas Lacerda alerta: "Faça as contas para saber se a espera compensa. Há sempre um custo mensal com manutenção, seguro, estacionamento e IPVA [Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores]" -veja no quadro ao lado.

Para piorar a situação dos usados, além da falta de crédito, dos juros elevados e da redução do IPI, alguns carros novos perderam equipamentos e estão mais baratos. A Fiat, por exemplo, lançou o Siena Fire 2010 sem direção hidráulica de série.

"A diferença de R$ 2.600 vai refletir no preço do seminovo", diz Paulo Guero, gerente da Paulimar.
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