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Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Após concordata Chrysler declara e fusão com Fiat

Em discurso na tarde desta quinta-feira (30) o presidente Barack Obama anunciou a concordata da Chrysler, uma das principais montadoras do mundo e, ao lado de GM e Ford, uma das três maiores dos Estados Unidos.

Terra

30 Abr 2009 - 17:57

Foto: Divulgação

Produtos da linha Jeep 2009, marca mais rentável da Chrysler

Produtos da linha Jeep 2009, marca mais rentável da Chrysler

Em discurso na tarde desta quinta-feira (30) o presidente Barack Obama anunciou a concordata da Chrysler, uma das principais montadoras do mundo e, ao lado de GM e Ford, uma das três maiores dos Estados Unidos. Após muita movimentação desde a noite de quarta-feira (29), a manhã desta quinta-feira começou com uma série de notícias informando certa “pressão” por parte da Casa Branca para que a marca entrasse nesse estado judicial.

A salvação para a Chrysler reside agora na aliança com a Fiat, também confirmada no discurso do presidente Obama. É provável que a Chrysler entre com o processo se valendo da seção 336 do capítulo 11 da Lei de Falências daquele país. Segundo a prerrogativa, a Chrysler terá proteção judicial para realizar concordata “cirúrgica”, segundo os termos usados nos EUA, sem que os credores liquidem seus bens e tendo tempo para se re-estruturar e pagá-los da melhor forma possível.

No curto prazo, uma Chrysler re-estruturada e operando em conjunto com a Fiat terá diretores das duas empresas sendo que eles, em conjunto, elegerão um novo CEO para a empresa. Robert Nardelli deixa o comando da fabricante norte-americana para retornar ao grupo Cerberus, última empresa dona da Chrysler, como conselheiro. “Agora é um tempo apropriado para deixar outras pessoas tomarem a liderança na transformação da Chrysler com a Fiat para a criação de uma nova empresa”, declarou Nardelli.

Com o acordo firmando nesta quinta, o Voluntary Employee Beneficiary Association (VEBA), organização que representa os trabalhadores da Chrysler, possuirá 55% das ações dessa nova empresa. Para a Fiat será reservada uma participação inicial de 20%, sendo que ela terá preferência na compra de mais 15% caso cumpra as seguintes obrigações: ceder a plataforma de um modelo que rode por volta de 17 km/l para ser fabricado nos EUA, destinar uma família de motores eficientes também para ser produzida nos EUA e colocada em carros da Chrysler e, por fim, oferecer à Chrysler acesso à sua rede de distribuição global para exportar produtos Chrysler. Os 10% restantes serão divididos entre os governos dos EUA e Canadá.

Em função da concordata, a maioria das plantas terá produção interrompida a partir da próxima segunda-feira (4). O ritmo normal deverá ser retomado quando a negociação entre as duas empresas estiver em fase conclusiva, em um período de 30 a 60 dias.

Repercussão

A conterrânea Ford emitiu um comunicado no qual espera que o processo de concordata da Chrysler seja “rápido” e “controlado”. A companhia também destacou que “uma equipe está monitorando o contexto atual para assegurar que o ambiente externo não retarde o plano de transformação da Ford”. Por fim, ela declarou que “a entrada da Chrysler com o processo de concordata é um importante desenvolvimento durante esse período sem precedentes para a indústria automotiva e a economia global”.

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