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Domingo, 08 de dezembro de 2019

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Os bichos da vez

Do Internauta

24 Out 2013 - 11:00

Está não é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, fatos ou direitos afrontados, não é mera coincidência. É clamor de justiça: Justiça em jogo. Tribunal do júri escalado. Avestruz depenado. Águia do bico serrado. Burro da carga pesada. Borboleta da asa quebrada. Cachorro sem coleira. Cabra pesteada. Carneiro tosado. Camelo ocidental. Cobra criada em território nacional. Coelho afortunado. Cavalo peado. Elefante em nada africano. Galo indiano. Gato escaldado. Jacaré no banhado. Leão de circo. Macaco fazendo mico. Porco pururuca. Pavão arredio. Peru em véspera de natal. Touro malhado. Tigre camuflado. Urso infiltrado. Veado do chifre quebrado. Vaca do bezerro desmamado. Apostas abertas. Opiniões declaradas. Instâncias jurídicas observadas. Defesa e acusação. Testemunhas da mesma operação. Assassinatos em seriados sem qualquer censura. Lisura questionada. Liberdade de expressão ameaçada. Liberdade de imprensa a sete palmos de uma mesma sepultura. Jazigo da lei. Terra dos tormentos. Malfeitores em pavimentos ensangüentados. Executores condenados. Mandante em julgado. Crime organizado. Crime denunciado. Crime combatido. Crime corriqueiro. Crime cruel. Crime brutal. Crime covarde. Crime sorrateiro. Crime cinzeiro. Crime brasa. Crime braseiro. Crime chama. Crime labareda. Crime fogareiro. Crime forno. Crime fogão. Crime panela de pressão. Crime frigideira. Crime mamadeira da corrupção. Crime fronteira republicana. Crime em ocorrência cuiabana. Crime casca da mesma banana. Crime fruto da mesma vingança insana. Sávio sabia mais do que qualquer sábia, até então livre para voar. Sávio fazia mais do que qualquer barulho, até então orquestrado por sopranos de par em par. Sávio perdeu a vida e ganhou a imortalidade. Sávio plantou a denúncia para que fosse colhida a materialidade. Sávio contou a verdade e censurou o descalabro mais do que institucional. Sávio primou pela ética revestida da mais solene moral. Sávio foi vitimado em acerto de contas sem ponto final... Os bichos da vez diante das mesmas grades de uma prisão. Os bichos da vez diante da mesma atividade criminosa em questão. Os bichos da vez na contra mão da história jurídica de uma nação republicana. Os bichos da vez, aqui e acolá, devidamente punidos sem pestanejar. Os bichos da vez, condenados pelo mesmo olhar. Os bichos da vez, aprisionados – em segurança máxima, para não mais “mandar” assassinar. Os bichos da vez, sem arca de Noé para embarcar. Os bichos da vez, sentenciados pelas atrocidades cometidas em mais de uma ocasião corriqueira. Os bichos da vez, banidos da convivência social na pátria brasileira. Uma folha ao vento... Um fruto maturado... Um crime bárbaro neste estado federado. Um bicheiro destronado. Um jornalista destemido. Um empresário assassinado. Um arcanjo decaído. Um cidadão executado. Um veredicto em breve anunciado: Culpado! Airton Reis, professor, poeta e embaixador da paz em Mato Grosso. airtonreis.poeta@gmail.com HTTP://prosacronicaepoesia.blogspot.com.br

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