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Terça-feira, 21 de maio de 2019

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Manaus ganha novos hotéis e busca acomodações alternativas para Copa

G1

14 Dez 2013 - 05:39

Com a expectativa de receber o chamado "grupo da morte" da Copa do Mundo – Inglaterra, Itália, Costa Rica e Uruguai –, gestores do evento em Manaus articulam medidas alternativas de hospedagem aos visitantes. Hotéis de selva e empreendimentos na região metropolitana, além de barcos de turismo e motéis de luxo, são alternativas para atender à demanda.

O Mundial motivou o setor hoteleiro de Manaus a investir em novos empreendimentos e revitalizar acomodações existentes. Até o início da Copa, seis novos hotéis serão incorporados, três já inaugurados.

A estimativa da Unidade Gestora do Projeto Copa do Amazonas (UGP Copa) é que, durante o mês de junho de 2014, haja um fluxo rotativo de 120 mil turistas nacionais e estrangeiros em Manaus.

Segundo Miguel Capobiango, coordenador da UGP Copa, esse número de turistas não estará na capital ao mesmo tempo para assistir os jogos. "Muitos talvez vão assistir jogos em outras cidades-sede e, por estarem no Brasil, vão aproveitar para visitar a Amazônia. Turistas que passarão dois ou três dias. Pelos pacotes que estão sendo negociados pelas empresas de turismo, existe um público que vem independentemente da realização dos jogos", afirma.

Dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) mostram que Manaus possui 103 empreendimentos com adequação para receber turistas, com uma oferta de 5.989 apartamentos, também chamados de unidades habitacionais (UHs), e 11.880 leitos. Até a Copa de 2014 três novos empreendimentos acrescentam 892 UHs e 1.784 leitos à atual oferta hoteleira.

Nos 20 hotéis de floresta, localizados na região metropolitana, há 1.017 UHs e 2.363 leitos.

Além disso, é preparada uma estrutura de hospedagem alternativa composta de barcos de turismo e motéis de luxo da capital. "Temos uma oferta de 34 barcos de turismo com 450 UHs e 900 leitos; a oferta de motéis de luxo é composta por 14 estabelecimentos, com 569 UHs e 1.138 leitos", informa a Amazonastur.

"É óbvio que vai estar tudo lotado, mas muitos desses turistas ficarão em casas de amigos ou alugarão apartamentos e casas. Em um grande evento assim as pessoas acabam buscando locações alternativas", afirma Capobiango.

Apesar de considerar o volume de leitos disponíveis no setor hoteleiro de Manaus como insuficiente, o representante da UGP Copa disse que a demanda será atendida com auxílio das hospedagens alternativas.

"Não podemos incentivar a construção de mais hotéis para atender a uma demanda pontual. Somente depois da Copa quando aumenta o fluxo de turistas devido à visibilidade gerada no mundial, que os empreendimentos começam a se planejar para construir novos hotéis", complementa o gestor.
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