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Parque de Itapuã oferece sossego e praias doces perto de Porto Alegre

G1

11 Jan 2014 - 00:46

Não é preciso se afastar muito de Porto Alegre para encontrar um lugar para se refrescar durante o verão. O Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, é uma boa opção de passeio para quem deseja fugir da agitação das praias do Litoral Norte e dar um mergulho em praias de água doce cercado por muitas belezas naturais.
Localizado a 57 quilômetros do centro da capital, o parque é uma unidade de conservação criada pelo governo do Rio Grande do Sul em 1973. São mais de 5,5 mil hectares de área, que abrigam uma diversidade de paisagens e ecossistemas compostos de morros, praias, lagoas e banhados, além de um grande número de espécies da fauna nativa do estado. “Itapuã preserva o que sobrou do ecossistema original da Grande Porto Alegre”, diz a bióloga Dayse Rocha.

O santuário ecológico também é uma boa opção de lazer. O parque é aberto para a visitação do público de quarta-feira a domingo, das 9h às 18h. O ingresso custa R$ 5,43 por pessoa, mas crianças de até 10 anos não pagam. O local conta com infraestrutura como churrasqueiras, sanitários, vestiários com banho e estacionamento. Mas o visitante precisa levar de casa a própria comida, pois não há lancherias ou restaurantes por lá.
Nos finais de semana de verão, é grande a procura pelas praias de água límpidas e guarnecidas por salva-vidas. As regras para os banhistas no local, no entanto, são rígidas. Não é permitido levar animais de estimação, praticar esportes com bola ou circular com bicicletas, entre outras probições. “É importante salientar que Itapuã é uma unidade de proteção integral e não um balneário e justamente por isso há essas restrições”, diz o gestor da unidade, Tiago Brasil Loch.
Paraque Estadual de Itapuã


Como chegar
O Parque de Itapuã fica na Estrada Dona Maria Leopoldina, sem nº, a 57 km do centro de Porto Alegre. Da capital, a rota mais fácil é pela Avenida Edgar Pires de Castro, na Zona Sul. De outras cidades da Região Metropolitana, é possível ir pela ERS-118 até o centro de Viamão e de lá seguir para o parque.
Hospedagem
Não é permitido acampar ou passar a noite no parque.
Mais informações
Administração do parque: (51) 3494-8083
Conseguir entrar no parque também exige uma certa dose de sacrifício. Pelo menos para quem gosta de dormir até mais tarde. Como o limite máximo de visitantes por dia é de 350 pessoas, é preciso chegar cedo ao local para comprar ingresso e garantir a entrada. Segundo os administradores, aos domingos a fila começa a se formar às 6h, três horas antes da abertura. Muita gente costuma ficar de fora.
O número de visitantes é reduzido porque apenas uma das três praias, a das Pombas, está aberta ao público. A Praia da Pedreira, que também tem capacidade para 350 pessoas, está fechada desde setembro por causa de problemas no poço de abastecimento de água. Já a Praia de Fora, que pode abrigar até 1,2 mil pessoas, está fechada há quatro anos.
De acordo com Tiago Loch, o fechamento da maior praia de Itapuã foi motivado pela falta de energia elétrica, desde que um gerador eólico desabou no local. “O plano de manejo do parque determina que o fornecimento de energia tem que ser sustentável. A Secretaria do Meio Ambiente está encaminhando um projeto de um novo gerador. Estamos trabalhando com a perspectiva de abrir essa praia até a Copa do Mundo”, diz o gestor da unidade.
Também é possível fazer trilhas ecológicas no parque, percorridas com acompanhamento de um guia. Os interessados precisam fazer o agendamento com antecedência pelo telefone (51) 3494-8083. Com um pouco de sorte, os visitantes podem avistar animais como o bugio-ruivo ou o gato-maracajá, que habitam a reserva.

Além dos inúmeros recursos naturais, Itapuã também se destina à proteção dos sítios de valor histórico e arqueológico da região onde ocorre o encontro das águas do Lago Guaíba e da Laguna dos Patos. Um deles é o Farol de Itapuã, concluído em 1860. No início do século XIX, a região foi palco de batalhas da Revolução Farroupilha. Um pequeno museu expõe armas e pedaços de embarcações utilizadas por farrapos e tropas oficiais.
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