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Moradores preservam tradição da renda de bilro em Florianópolis

G1

16 Jan 2014 - 21:23

A Casa das Rendeiras, no Pântano do Sul, guarda a história e a tradição da renda de bilro em Florianópolis. O hábito foi trazido com os açorianos, na colonização da Ilha de Santa Catarina. O trabalho é desenvolvido com os bilros, pequenas peças de madeira que ajudam a trançar os fios. Em cima de uma almofada dura é colocado um desenho, utilizado como base onde a renda é feita.
No local, que funciona como uma cooperativa e ponto de venda para o trabalho, se reúnem diversas pessoas ao longo do dia: curiosos, turistas, rendeiras e até um rendeiro. Edivaldo Pedro de Oliveira, de 57 anos, chama atenção em meio ao grupo. Tradicionalmente, os homens aprendem o ofício da pesca e a tecer redes. Já as mulheres desenvolvem as artes manuais, como a renda de bilro, o tricô e o crochê.

"Fazer rede, não aprendi. A renda, faço desde criança. Eu bagunçava os bilros da minha mãe e ela me mandava arrumar. Acabei aprendendo. Atualmente, faço como terapia ocupacional. Mas agora que vários estilistas estão usando os trabalhos de renda, é mais comum encontrar homens fazendo", explica Edivaldo. As mulheres do grupo elogiam o empenho e o capricho dele. "Ele até sabe fazer pontos que eu não sei, mas para compensar, eu sei fazer rede. Aprendi o ponto para fazer cachecol", brinca Evanilda Borges, de 53 anos.

No local, as peças são vendidas e ajudam no sustento das famílias e também a manter a tradição. Evanilda conta que também dá aulas de renda de bilro. "Aprender na juventude é mais fácil, mas exige paciência e dedicação", explica.
Na Lagoa da Conceição, na Avenida das Rendeiras, que dá acesso a diversas praias do Leste da Ilha, também é possível encontrar mulheres que desenvolvem o trabalho e adquirir as rendas.

Serviço
Casa das Rendeiras, Pântano do Sul
De segunda à sexta, das 13h30 às 18h.

Avenida das Rendeiras, Lagoa da Conceição
Diariamente, até as 18h.
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