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Quarta-feira, 17 de julho de 2019

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Copa reencontra país do futebol depois de 64 anos

Terra

12 Jun 2014 - 23:25

Brasil tem a partir desta quinta-feira (12) a chance de escrever em verde-amarelo seu hexa

A maioria da população atual nem era nascida, mas certamente já ouviu histórias de um filme que não teve final feliz em 1950. Em Maracanazo, o mocinho não fica com a mocinha e uma nação se debruça em lágrimas. Inconsoláveis torcedores, no entanto, não tinham como imaginar na época que a partir desta quinta-feira (12) novas cenas seriam contadas sobre o mesmo cenário. A Copa do Mundo reencontrará o país do futebol quando os artistas rolarem a bola às 17 horas, na Arena de São Paulo, em Itaquera, na zona leste da capital paulista. Mais do que isso, o Brasil terá a chance de escrever em verde-amarelo seu hexacampeonato.

Astro desde muito cedo, Neymar comanda uma equipe consciente da responsabilidade de cumprir um sonho com 64 anos de atraso. O próprio técnico Luiz Felipe Scolari admite que ganhar a Copa do Mundo em casa é sim uma obrigação e não deixa o elenco cair em festa antes da hora. Na última entrevista coletiva antes da estreia, o treinador não escondeu a voz embarcada e foi sucinto quando falou da emoção de comandar a equipe anfitriã.

“Chegou a hora. Vamos todos juntos. É o nosso Mundial”, disse Felipão, que logo ganhou apoio de Neymar. “O que o Felipão falou arrepiou... Chegou o momento que todos brasileiros e todo mundo esperava."

Depois daquela fatídica derrota do Brasil para o Uruguai, o Brasil ainda conquistou cinco campeonatos e se consolidou como a pátria de chuteiras, o país do futebol. Bellini (1958), Mauro (1962), Carlos Alberto Torres (1970), Dunga (1994) e Cafu (2002) tiveram a honra de levantar o troféu da Copa do Mundo. A partir desta quinta, o zagueiro Thiago Silva conta com a solidez de sua defesa para repetir o gesto desses heróis. Um país que produziu atacantes a cada chute em bola de meia, hoje olha para trás.

O tão falado quanto batido padrão Fifa não é exatamente o que os brasileiros sonhavam, tampouco se repete em escolas e hospitais. Mas Neymar também não é a melhoria nas infraestruturas, assim como Pelé não era a tradução da ditadura de Médici em 1970. Se brasileiros pensavam em não comemorar gols da seleção na Copa do Mundo do México, a ideia logo foi superada quando Rivellino abriu o placar Tchecoslováquia.

Em 32 dias, 64 jogos e um verdadeiro desfile de craques diante dos olhos dos brasileiros em cada uma das 12 cidades-sedes. O Brasil está no Grupo A da Copa do Mundo. Além da Croácia, adversária na primeira rodada, a seleção canarinho ainda enfrenta México e Camarões. A esperada final acontece em 13 de julho, de novo no Maracanã, no Rio de Janeiro.
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