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Fifa nega que vá pedir desculpas à Costa Rica por antidoping

Terra

24 Jun 2014 - 07:30

A Fifa negou que vá pedir desculpas à Costa Rica por ter feito, de surpresa, controle antidoping em sete jogadores após a vitória do time contra a Itália, na última sexta-feira em Recife. O assunto causou mal estar entre os costa-riquenhos já que poderia levantar suspeitas contra a boa campanha do time na Copa do Mundo, líder do considerado grupo da morte, que já eliminou a Inglaterra e vai eliminar outro campeão do mundo, ou Itália ou Uruguai. “Não precisamos pedir desculpas por fazer nosso trabalho. O médico da equipe da Costa Rica foi informado. Mas não nos peça que nos desculpemos”, disse veemente o médico Michel D’Hooghe, membro do Comitê Executivo da Fifa.

Diretor médico da Fifa, Jiri Dvorak, disse que o teste dos jogadores da Costa Rica não foi o único feito durante o mundial de surpresa. “Também testamos cinco jogadores a mais da seleção espanhola após o jogo contra o Chile e ninguém reclamou”, revelou. “Testamos também jogadores de Portugal, Cristiano Ronaldo e ninguém reclamou”, disse. “Não é o trabalho mais agradável do mundo, Mas todas as equipes cooperam. Não é fácil perder e ter sete jogadores fazendo antidoping. Temos nossos deveres e vamos seguir cumprindo.”

Dvorak, que além de médico da Fifa é médico pessoal de Joseph Blatter, disse ainda que todos sabem dos modelos de controle antidoping da entidade, porque em fevereiro foi feito um seminário com todos os médicos de delegações e que sabem que os exames-surpresa são necessários. Ele negou que para a nova modalidade de testagem, chamada de passaporte biológico, todos os jogadores já tivessem passado por exames. “Por exemplo jogadores de Espanha e Portugal envolvidos na final da Liga dos Campeões só puderam ser testados agora”, afirmou. “Não temos nada a esconder”

Concussão

O assunto relacionado ao jogador uruguaio Alvaro Pereira, que recebeu um golpe no jogo contra a Inglaterra, ficou desacordado e voltou ao campo mesmo com a proibição inicial do médico de sua seleção, Dvorak disse que o médico sabia da responsabilidade e que Pereira foi examinado depois e não apresentou qualquer sintoma de concussão. “O que mais nos preocupa é o fingimento. Aquele jogador que cai e parece que tem algo e não tem nada. Temos que acabar com isso”, reclamou. D’Hooghe negou que a Fifa vá indicar, em casos como esse, um médico de fora para dar a avaliação final. “Quem é médico sabe que está ali para assumir esse risco”, afirmou, negando que a Fifa estude a substituição temporária.

Ramadã

Outra situação curiosa levantada durante a apresentação dos procedimentos médicos da Fifa, na manhã desta segunda-feira no Maracanã é sobre o Ramadã, o período sagrado para os muçulmanos, onde só se pode comer ou beber depois do pôr-do-sol e que começa no próximo sábado e pode atingir as equipes africanas do mundial, como Argélia, Nigéria, Costa do Marfim e Gana, caso passem de fase. “Já fizemos estudos justamente na Argélia e for tudo for seguido corretamente não há redução do desempenho físico do atleta”, disse Dvorak, dizendo que não está preocupado com o fato. “Além do mais os jogadores podem solicitar a isenção e cumprir o Ramadã depois”, afirmou.

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