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Domingo, 13 de outubro de 2019

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"Brasileiros são superficiais quando pensam", diz Lugano

Terra

29 Jun 2014 - 08:00

O Uruguai vai embora da Copa, mas o caso Suárez não sai da cabeça dos jogadores. Ressentido por tudo o que ouviu por parte dos brasileiros nos últimos dias, o zagueiro Lugano bateu forte em entrevista após a eliminação para a Colômbia neste sábado, nas oitavas de final do Mundial, no Maracanã.

“O brasileiro é superficial em muitas coisas. Não se dão conta que podem arruinar a carreira de um jovem. Nesse ponto, não são tão profundos para pensar como os uruguaios. É outra cultura e tem que respeitar”, afirmou o capitão uruguaio.

O zagueiro declarou que não se surpreendeu com o que ele chamou de má recepção aos uruguaios no país. “Não me surpreendeu porque somos rivais. E o Uruguai teve muitos méritos para ser um rival assim. Nos respeitam”, disse o jogador, que sofreu com uma lesão depois do jogo de estreia contra a Costa Rica e não pode mais jogar.

“A verdade é que esses últimos 20 dias foram de conflito interno entre a intensidade com que vivi o Mundial e o desespero pela lesão no momento menos indicado, que te ataca justamente nesse momento. Poderia ter passado em qualquer momento e passou agora”, lamentou.

Lugano elogiou a James Rodríguez, a quem rotulou de melhor jogador da Copa do Mundo. “Talvez seja interessante copiar alguma coisa do que fez Colômbia nos últimos tempos”, avaliou. Godín também elogiou James pelo belo gol. “Um golaço e o que fazer? Nada, seguir jogando. Tivemos oportunidades e paramos num grande goleiro”, declarou o defensor, exaltando o colombiano Ospina.

Godín disse ainda que a ausência de Luis Suárez foi muito sentida por todos, mas que não pode servir de desculpa para a derrota. “Eles fizeram bem seu trabalho. Não demos nada de presente. E quando se deixa tudo no campo de jogo não há dor, só há orgulho”, afirmou o zagueiro. “Tudo o que aconteceu desde o início do mundial uniu o país e com o caso de Luis ainda mais. Todos os uruguaios sentiram o mesmo, independente de política e religião”, concluiu.
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