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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Fissuras detectadas no viaduto da UFMT podem comprometer estrutura; confira fotos

Da Redação - Wesley Santiago

14 Fev 2015 - 08:21

Foto: Reprodução/Planservi/Sondotécnica

Fissuras detectadas no viaduto da UFMT podem comprometer estrutura;  confira fotos
O Consórcio Gerenciador Planservi/Sondotécnica, responsável por fiscalizar a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), detectou diversas fissuras na pista central do Viaduto da UFMT (Jornalista Clóvis Roberto), localizado na avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá, que podem comprometer a estrutura do elevado. Em outros pontos, vários problemas também foram identificados.

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De acordo com o documento da empresa, as falhas detectadas já deveriam ter sido corrigidas pelo Consórcio VLT. “Em alguns pontos as fissuras ocorrem em locais onde já houve correção por aplicação de groute, estendendo-se afora dos pontos corrigidos. As fissuras são observadas em toda extensão da pista central, em todo segmento de laje, sem exceção, variando entre fissuras capilares a fissuras com 1,5 mm”, diz trecho do relatório.
 
Segundo a NBR 6118/2003, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), “a abertura máxima característica das fissuras não têm importância significativa desde que não exceda valores da ordem de 0,2 a 0,4 mm”. No caso do viaduto da UFMT, as fissuras chegam até a 1,5 mm.
 
A empresa lembra que “por histórico, o Viaduto Trevo UFMT se caracteriza pelo excesso de trincas e fissuras observados em ambas pistas (rolamento e via permanente). Entretanto, pela execução do pavimento nas pistas de rolamento, as trincas e fissuras não apresentaram riscos à estrutura, o que não procede na pista central, sendo que não há previsão da execução dos serviços subsequentes da via permanente e, desta forma, o selamento das fissuras pela estrutura sobreposta”.
 
Por fim, o Consórcio Planservi/Sondotécnica explica que “as fissuras devem ter o conhecimento de suas causas definidas e serem classificadas para, desta forma, aplicar a melhor solução para o tratamento, como a utilização de um selante adequado para o tipo da fissura e o acompanhamento de mão-de-obra especializada. Tais atitudes devem ser tomadas o mais breve possível, a fim de impedir que haja um agravamento e que, por conseguinte, a estrutura fique comprometida”.
 
Outros problemas
 
O relatório feito pelo Consórcio Gerenciador também aponta defeitos em várias obras de implantação do VLT. Uma das revelações feitas pela empresa, é o fato de que os serviços de reparo do viaduto da Sefaz (Jamil Boutros Nadaf) começaram sem que houvesse um projeto. Além disto, vários trabalhos feitos pelo Consórcio VLT não atenderam as especificações do projeto.
 
Nos viadutos da UFMT e da MT-040 as faixas de rolamento das vias de acesso não atendem as especificações e estavam menores do que estava previsto no projeto. Em outro ponto, a contenção do processo erosivo na encosta do Rio Cuiabá foi realizada de forma incorreta. O local estava sendo concretado, quando deveria ser recuperado conforme metodologia do Plano de Avaliação de Obras de Contenção de Encostas e de Drenagem Pluvial.
 
Nos trilhos que foram instalados no Centro de Controle e Manutenções do VLT, localizado em Várzea Grande, foram detectados trincos e rachaduras de até 4,00 mm. A empresa também detectou diversos problemas nos pavimentos. A utilização do material usado pode acarretar em escorregamento da camada de pavimento, além de trincas e ruína total do asfalto. O acúmulo de água no canteiro central da avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA) também foi citado.


Rachaduras detectadas nos trilhos do Centro de Controle do VLT (Foto: Reprodução/Planservi/Sondotécnica)
 
O relatório com todas as patologias, junto com as fotos tiradas pelo Consórcio Gerenciador podem ser conferidos AQUI.

6 comentários

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  • Rolando Lero
    16 Fev 2015 às 11:51

    Acho que os mendigos tiveram informação privilegiada pois desde a inauguração desses viadutos da Copa vc não vê sequer um mendigo dormindo embaixo dessas obras do Silval. .......

  • Carlos Eduardo Fortes
    15 Fev 2015 às 19:06

    Gostaria de saber por onde andam os engenheiros responsáveis pelas obras. Os de projetos e os das execuções, pois estes senhores são os maiores responsáveis pela situação hoje existente. Principalmente estes últimos, pois não viram, não ouviram e não falaram nada, pois não existem justificativa ou desculpa alguma por se omitirem, a não o da conivência. E o Crea? Estava onde? Cobrando taxas?

  • Bugiu
    14 Fev 2015 às 19:34

    Meu caro SR. José Roberto, nós contribuintes brasileiros pagamos impostos federal, estatual e municipal sem distinção, qual diferença tem então para investigar, resumindo todas essas obras feitas de má qualidades e inacabadas pelo desgoverno Silva é dinheiro publico nosso, então tem que ser sim responsabilizados os incompetentes da gestão passada. O governador Taques tem que mostrar para a população os erros do governo passado.

  • JOAO BOSCO
    14 Fev 2015 às 11:35

    O consórcio planservi/sonodotécnica detentor de um contrato de 48 milhoes parece que a máxima despesa que tem e com fotos mas cadê os controles geométricos e tecnológicos na fase da obra independente se tem projeto ou não . Assim até eu gostaria de fiscalizar obra.

  • José Roberto
    14 Fev 2015 às 10:07

    Bom dia. Os recursos com os quais foram realizadas obras de "modernização" de Cuiabá, para a copa do mundo e "legado" são Recursos Federais, não são? Então minha sugestão ao Sr. governador Pedro Taques e equipe : Polícia Federal, e chega de lero lero.

  • FRANCISCO
    14 Fev 2015 às 09:24

    ISSO É UMA PALHAÇADA COM NÓS CIDADÃOS MATO-GROSSENSES E CUIABANOS, QUE PAGAMOS NOSSOS IMPOSTOS, PRA VER TODAS AS OBRAS DA COPA ENTREGUES DE PÉSSIMAS QUALIDADES E AINDA COM DEFEITOS, CORRENDO RISCO DE CAIR, ESSES IRRESPONSÁVEIS COMO A EQUIPE DO GOVERNO PASSADO, ENGENHEIROS E AS CONSTRUTORAS TERÃO QUE SER RESPONSABILIZADOS E PUNIDOS DE ACORDO COM A LEI.

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