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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Consórcio VLT cobra dívida de R$ 160 milhões deixada por Silval Barbosa

Da Redação - Wesley Santiago

15 Fev 2015 - 12:01

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Consórcio VLT cobra dívida de R$ 160 milhões deixada por Silval Barbosa
As empresas que participam da implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá e Várzea Grande publicaram uma nota oficial, neste domingo (15), em jornais de circulação em Mato Grosso, cobrando do Governo do Estado repasses referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2014, que não foram pagas na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Além de multa, correção monetária e reajustes no contrato. O Consórcio VLT cobra uma dívida de mais de R$ 160 milhões.

Leia mais:
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Esta é a primeira vez que o Consórcio se posiciona após a divulgação os relatórios por parte do Gabinete de Projetos Estratégicos que identificou diversas irregularidades nas obras de implantação do novo modal. Os documentos apontam erros considerados ‘grosseiros’ e o governador Pedro Taques (PDT) chegou a classificar o caso como “o maior escândalo da história de Mato Grosso”.
 
"Até esta data o Consórcio VLT recebeu do contratante o pagamento de R$ 1.066.132.255,32, tendo a receber, já vencidos, aproximadamente R$ 160,4 milhões, referentes às medições de outubro, novembro e dezembro de 2014, variação cambial e correção monetária, sendo que a este valor deverá ser acrescida multa por atraso de pagamento", explicou o Consórcio.
 
Além da multa pelos atrasos e da correção monetária (devido à variação cambial à qual alguns itens importados do contrato estão sujeitos), o governo ainda deve acrescentar à cifra global do contrato valor referente à correção anual dos preços conforme Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
 
Segundo o Consórcio, esta situação não é nova. Desde o início das obras houve atraso para que se fizesse o repasse do dinheiro: “No entanto, nenhum dos 3.203 trabalhadores que atuaram na obra recebeu salário e benefícios com atraso. Todos os compromissos trabalhistas são rigorosamente cumpridos em dia pelo consórcio”, acrescentam as empresas. Também foi apontada a inércia do poder público na liberação de áreas e frentes de serviço do novo modal.
 
Ainda não está confirmado se o Estado continuará com a implantação do VLT. Segundo Pedro Taques, o valor da tarifa a ser apurado por um profundo estudo técnico é que irá determinar sobre a continuidade ou não das obras do novo modal. O valor da tarifa pode variar entre R$ 6 até R$ 10 – valor muito distante da realidade.

10 comentários

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  • nenao
    16 Fev 2015 às 10:42

    tinha era que bloqueá os bens dessas pessoas que fizerão , essa vergonha para nosso mt

  • revoltado
    15 Fev 2015 às 23:10

    OS RESPONSAVEL TEM QUE IR PARA A CADEIA.

  • Elmis
    15 Fev 2015 às 22:38

    Pagar o que? se as empresa não trabalhou?

  • Paulo Humberto
    15 Fev 2015 às 15:07

    Isso mostra, a "mancada" que veio do ex-governador que nem se quer teve mais vontade de continuar com as obras, o que me deixa triste, e dele mesmo que antes tinha lutado e conseguido para escolha do VLT(e olha que não foi fácil perante os lobby de quem era contra) e agora no seu final do mandato nem se quer mais pagou a continuidade das obras? E de revoltar mesmo! Se ao menos durante seu final do governo, as obras tivesse um pouco mais de avanço e se ele tivesse pagado o consórcio até dezembro tudo em dia, talvez as obras estariam um pouco mais avançada, talvez agora nem mesmo parado com auditorias, o novo Governador Taques não estaria pensando em desfazer tudo do VLT para dar o lugar ao BRT, talvez estaria só fazendo auditoria para ver o quanto falta para gastar pra terminar as obras, estudar a forma de subsidio ou por esse VLT para PPP(Parceria Pública Privada). Agora como o novo governo viu que as obras não passou de 50%, então ele está com outra ideia de passar tudo para BRT e ver a chance nisso, e sem falar que a alto custo da tarifa vai ser usado como "desculpa" para não dar continuidade ao VLT. Até já sei qual vai ser o resultado desse estudo tarifário, vai terminar com custo de 10 reais e o governo vai dizer que não tem condições de subsidiar. Tudo isso, infelizment

  • PauloMoser
    15 Fev 2015 às 13:25

    Seria bom que antes da cobrança tivessem consertado o trabalho porco que fizeram... Todas as obras realizadas pelo Consórcio do VLT apresentam problemas devido à péssima qualidade.

  • JOSE BENTO
    15 Fev 2015 às 12:59

    É facil, tem c ontrato de que as obras tem que estar corretas e sem probleas, Só paga se estiver como esta no contrato, obras mal feitas não paga. O novo governador tem que pagar, mais por obras com boa qualidade. isso esta no contrato. e o pedro sabe disso.

  • jc
    15 Fev 2015 às 12:59

    O pedreiro lá de casa só quer receber adiantado. So fez 30% do serviço e já quer receber 80%, senão não trabalha. Veja só. Ele diz que trabalhou nas obras da copa.

  • MARIA
    15 Fev 2015 às 12:48

    È simples, não paga, cria caso, deixa eles procurar a Justiça!

  • Marcos
    15 Fev 2015 às 12:39

    Parar com esta obra URGENTE, tentar recuperar o que foi super-faturado e não implantar nenhum Sistena ( VLT ou BRT ). Precisamos de Saúde, Segurança e Educação de qualidade ... E só !!!

  • João de Deus
    15 Fev 2015 às 12:34

    Cadeia nele, raça infame.

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