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Quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Pesquisadores protestam na web por volta de Ministério da Ciência

G1

08 Jun 2016 - 07:00

Um grupo de cientistas protesta nas redes sociais e na plataforma Lattes contra a fusão do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério das Comunicações. Pelo menos 50 pesquisadores trocaram as fotos de perfil do Lattes e do Facebook por imagens com a frase #FicaMCTI. O protesto foi organizado pela Associação dos Docentes da UFRJ (ADUFRJ).

No site da associação estão reunidos os nomes dos pesquisadores que aderiram à mudança da foto na plataforma Lattes, sistema do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) responsável por descrever as qualificações e principais publicações dos cientistas e estudiosos brasileiros. “Este projeto foi concebido por um grupo de professores ligados à ADUFRJ, mas a ideia da mudança de foto do Lattes veio de uma sugestão na plenária da SBPC-Rio”, diz o texto encontrado na página.

Um dos professores listados no protesto é Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo(USP). “Basicamente porque um país sem um ministério da ciência e tecnologia é um país sem futuro. Um país que não investe em ciência e progresso científico e tecnológico é um país condenado ao atraso no desenvolvimento nacional”, disse.

O novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD),  defendeu na última terça-feira (31) a fusão entre os ministérios. Ele afirmou que existe o consenso de que o governo reorganizou a estrutura ministerial. "Existe muita sinergia e vinculação entre as comunicações, a ciência, a inovação e a pesquisa. Serão cinco secretarias diretamente ligadas ao ministro, que terá mais força perante à sociedade, e o legitimará a conseguir avançar mais em todos os setores desse novo ministério", disse.

A criação do Ministério da Ciência e Tecnologia ocorreu em 1985 com a ajuda da comunidade científica brasileira. O presidente em exercício Michel Temer também havia fundido os ministérios da Educação e Cultura, mas, após protestos de artistas e intelectuais, o governo separou novamente as pastas.
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