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Metade das escolas da ONU para jovens palestinos foi afetada por conflitos nos últimos cinco anos

NaçõesUnidas.org

26 Jun 2016 - 20:59

Foto: Shareef Sarhan/ UNRWA 2014

Palestina

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Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) mantinha 692 centros de ensino na Síria, Cisjordânia, Líbano, Jordânia e Faixa de Gaza.

Em Gaza, durante confrontos de 2014, 551 crianças foram mortas. Destas, 138 eram alunas de escolas da UNRWA. Algumas delas morreram durante ataques diretos ou indiretos de Israel a edifícios da agência da ONU.


Nos últimos cinco anos, cerca de metade das 692 escolas mantidas pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) no Oriente Médio foram afetadas, atacadas ou, de alguma maneira, tornadas inoperantes devido a um conflito.

A conclusão é de um novo relatório publicado em maio pelo organismo da ONU durante a Cúpula Mundial Humanitária. “302 escolas foram diretamente afetadas, um número impressionante”, lamentou o comissário-geral da UNRWA, Pierre Krähenbühl.

Para o organismo da ONU, levar aprendizado aos jovens palestinos é fundamental a fim de promover o desenvolvimento humano e a estabilidade para os refugiados da Palestina, que representam 40% das pessoas em situação prolongada de refúgio no mundo.

A agência das Nações Unidas mantém centros educativos na Síria, na Jordânia, no Líbano, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O levantamento considerou incidentes diversos envolvendo os locais — como ataques diretos a prédios da UNRWA; utilização ou invasão das escolas por forças armadas; evacuação ou fechamento forçado dos colégios devido à proximidade de zonas de conflito ou utilização do edifício para abrigar deslocados internos.

Na Síria, antes de 2011, havia 560 mil refugiados palestinos. Desde contingente, 67 mil crianças recebiam educação básica em 118 escolas da UNRWA.

Cinco anos após o início da guerra no país, 34 centros de ensino foram danificados completa ou parcialmente e apenas 44 continuam abertos, pois muitos edifícios têm sido usados como abrigo para deslocados vítimas do conflito. A agência da ONU redistribuiu recursos para conseguir operar outras 55 escolas do governo atendendo, no total, 45 mil alunos.

O relatório aponta ainda que, em Gaza, ao menos 83 escolas — das 245 operadas pela UNRWA — foram danificadas durante as hostilidades de 2014. No pico da crise humanitária, 90 edifícios escolares da agência foram usados como abrigos de emergência para quase 300 mil deslocados palestinos, incluindo 150 mil crianças.

Seis desses prédios foram direta ou indiretamente atingidos por explosivos ou outras munições, deixando mortos e feridos.

Durante os 50 dias de hostilidades no verão de 2014, 551 crianças palestinas foram mortas, segundo informações relatadas à UNRWA. O número inclui 138 alunos de escolas da agência da ONU. Outros 814 jovens ficaram feridos.

Krähenbühl homenageou a coragem e a determinação dos professores da UNRWA, especialistas e diretores, que preservam o acesso à educação para meio milhão de meninos e meninas refugiados da Palestina, apesar das condições extremamente adversas.

“Em Gaza, no Líbano, Síria e na Cisjordânia, centenas de conselheiros psicossociais especialmente treinados trabalham com crianças traumatizadas para recuperá-las e para que possam seguirem em frente com suas vidas. De muitas maneiras, nós simplesmente nunca desistimos.”

Acesse o relatório na íntegra aqui.

Novas iniciativas levam educação à distância

O comissário-geral chamou atenção para novas iniciativas que podem ampliar o acesso a educação entre refugiados palestinos. “Em nosso inovador programa ‘Educação em Emergências’, nós damos aulas para dezenas de milhares de crianças refugiadas no Oriente Médio através da ‘TV UNRWA’ que transmite módulos de educação a distância interativos.”

“Por mais de seis décadas, a UNRWA tem sido uma parte essencial do sistema humanitário mundial”, ressaltou o dirigente do organismo da ONU.

“Com frequência temos visto o terrível custo humano dos conflitos. Por isso, apoiamos o apelo do secretário-geral por um fortalecimento da liderança política para prevenir e acabar com a guerra e com o deslocamento humano. Isso inclui o conflito entre Israel e Palestina, conforme a lei internacional e as resoluções da ONU.”

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