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Terça-feira, 07 de abril de 2020

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Estado Islâmico está usando WhatsApp para vender mulheres como escravas sexuais

Canal Tech

11 Jul 2016 - 09:00

Não é novidade que as novas tecnologias de comunicação aproximam as pessoas que gostamos, mas também facilitam condutas criminosas. Segundo investigações, o grupo radical Estado Islâmico está anunciando e vendendo meninas Yazidis como escravas sexuais pelo WhatsApp. A conduta é apenas mais uma de tantas outras absurdas que o grupo vem cometendo desde que ganhou força nos últimos anos.

O Estado Islâmico está utilizando várias redes sociais e mensageiros instantâneos, incluindo o WhatsApp e o Telegram, para anunciar e vender meninas de todas as idades, até mesmo menores de idade. Os militantes também estão usando perfis no Facebook para divulgar seus feito e o Facebook Messenger para compartilhar fotos das garotas que são mantidas em cativeiro. O recurso de criptografia ponta-a-ponta, atualmente presente na maioria dos mensageiros, permite que esse conteúdo compartilhado fique restrito apenas aos participantes da conversa, impossibilitando o acesso ao conteúdo pelas empresas e autoridades.

Estima-se que aproximadamente 3.000 mulheres e meninas, muitas delas Yazidi, são mantidas em cativeiro e tratadas como escravas sexuais pelo IE por toda Síria e Iraque. Os Yazidis são uma minoria religiosa presente no Iraque e vista como hereges pelos extremistas. Além dos sequestros, violência sexual e comércio de mulheres, o grupo ainda escraviza e faz execuções em massa contra a comunidade.

"Nós condenamos a inércia dos sites de mídia social como o Facebook, Twitter, WhatsApp e Telegram, que permitem livremente a venda de jovens Yazidis. Os sites nem ao menos respondem aos pedidos de remoção de páginas que fazem anúncios. Além do comércio, o Estado Islâmico também humilha e insulta todos os dias as famílias da minoria, enviando fotos dos sequestrados através desses aplicativos", diz Ahmed Burjus, diretor da Yazda no Reino Unido, organização formada para apoiar a comunidade Yazidi após o genocídio ocorrido em 2014.

Já Matt Steinfeld, porta-voz do WhatsApp, disse que a empresa tem tolerância zero contra esses tipos de contas que promovem a intolerância religiosa, e, quando evidenciado tal comportamento, elas são sumariamente desativadas. Completa ainda que eles incentivam seus usuários a denunciarem esses perfis através das ferramentas disponibilizas no aplicativo.

m março deste ano, forças de defesa iraquianas libertaram um grupo de mulheres Yazidi mantidas em cativeiro pelo Estado Islâmico no reduto do grupo em Mosul. Desde 2014, quando o grupo extremista invadiu enormes áreas do Iraque, milhares de Yazidis foram sequestrados e mantidos reféns. Sobreviventes que escaparam do cativeiro revelam o tratamento abominável e a violência sexual praticada pelos terroristas.



 
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