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Sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

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Canal brasileiro no Telegram publica mensagem de lealdade ao EI

Do G1, em São Paulo

19 Jul 2016 - 19:08

O SITE Intel Group, que monitora as ações de jihadistas na internet, afirmou nesta segunda-feira (18) que um grupo brasileiro declarou apoio ao líder do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, por meio de um canal no aplicativo de mensagens Telegram. O canal aberto é denominado "Ansar al-Khilafah Brazil", segundo informa o SITE.

Ainda de acordo com o grupo de monitoramento, uma mensagem divulgada no canal afirma: "Se a polícia francesa não pode impedir os ataques na França, então seu treinamento para a polícia brasileira não servirá".

Agentes da unidade da polícia francesa responsável pelas ações antiterrorismo na França (RAID) participaram de treinamentos com policiais brasileiros como parte dos preparativos para a segurança dos Jogos Rio 2016.

De acordo com a diretora do SITE, Rita Katz, esta é a primeira vez que um grupo na América do Sul declara apoio ao EI. Katz lembrou que a declaração é feita pouco tempo antes da Olimpíada e pouco depois da abertura da versão em português do grupo "Nashir", para troca de informações sobre o grupo extremista, também no Telegram.

Preparação para a Olimpíada
Neste sábado (17), forças de segurança brasileiras fizeram um exercício integrado de enfrentamento a ameaças externas na estação de Deodoro, na Zona Oeste do Rio, que receberá cerca de 11 modalidades olímpicas durante os Jogos. A ação simulou um possível ataque terrorista com explosão de bomba, e teve 500 pessoas envolvidas. O objetivo era saber se as equipes estão preparadas para agir em casos extremos.

O Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), que tem sede em Brasília, fez um monitoramento nos pedidos de credenciamento para Olimpíada e descobriu que 40 pessoas estão com alertas a respeito de cooperação internacional. O Fantásticomostrou, neste domingo (17), que quatro delas têm comprovadamente ligação com o terrorismo.

Elas tiveram as credenciais negadas e estão sendo monitoradas pelos serviços internacionais de inteligência. Os nomes, as nacionalidades e as acusações estão sob sigilo. O Ciant, que monitora todos os tipos de credenciamento, descobriu ainda que 61 brasileiros com mandado de prisão por crimes diversos entraram com pedido de credencial.

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