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Sexta-feira, 30 de outubro de 2020

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Mãe de jovem morta por PM acredita que filha foi atacada por negar 'ficada'

Luna Oliva Do G1 Santos

22 Ago 2016 - 20:19

A mãe da jovem Janaina Santos, de 28 anos, que foi estuprada e morta no interior de São Paulo, contou ao G1 que mesmo após ficar sabendo da prisão do suspeito de assassinar a filha, um subtenente da PM que atua na região do Vale do Ribeira, não consegue entender as razões do assassino. De acordo com Rosenei da Silva, a principal hipótese, levantada após conversar com amigos da vítima e com a ex-mulher do suspeito, é que a garota tenha negado uma 'investida' do homem que, com raiva, teria decidido matá-la.

Após a divulgação da prisão do suspeito no último sábado (20), amigos e familiares da vítima se pronunciaram por meio das redes sociais, deixando mensagens de carinho no perfil da jovem no Facebook.

Janaina morava em Sete Barras, no Vale do Ribeira e desapareceu no dia 28 de julho, logo após deixar seu ambiente de trabalho, emRegistro. De acordo com uma amiga, imagens de câmeras de monitoramento de uma loja próxima de onde a vendedora trabalha mostram a mulher passando por uma rua e um carro a segue logo depois disso. Um funcionário de um posto de gasolina afirma ter visto o momento em que o carro, que possuía placas de Sorocaba, parou do lado da mulher. De acordo com ele, Janaina teria conversado com o motorista do automóvel e entrou no veículo em seguida. Depois disso, ela não foi mais vista.

Rosenei da Silva Santos, mãe da vítima, ficou sabendo que Ivo Ferreira de Oliveira, de 49 anos, foi preso, no último sábado (20), por ser suspeito de cometer o crime. “Quando me contaram, eu não conseguia me lembrar desse nome, quem era esse homem. Não me caía a ficha. Depois fui me lembrando e, na verdade, eu não o conheço, apenas sei que minha filha era amiga da ex-mulher dele”, conta.

A mãe da jovem afirmou ainda que no mesmo dia que ficou sabendo que o policial militar foi preso, procurou a ex-mulher dele, que era amiga de sua filha, para saber se ela tinha alguma suspeita da motivação do crime.

“Eu fui até a casa dela porque estava com um aperto muito grande e senti que precisava conversar com ela. Acho que é coração de mãe. Mas ela disse que não sabe de nada e que não acredita que foi ele quem matou. Então, eu ainda estou convivendo com essa angústia”, lamenta.

Rosenei acredita que a filha tenha aceitado uma carona e Ivo tentou forçá-la a "ficar" com ele. “Talvez tenha sido isso. Ela pode ter resistido e ele ficou com raiva. Aí aconteceu essa crueldade. Eu chorei muito quando fiquei sabendo que localizaram o suspeito. É inacreditável”, finaliza.

Frio
Em entrevista ao G1, o delegado responsável pelo caso, Marcelo Freitas, afirmou que o corpo da jovem tinha sinais de violência e ferimentos, mas como estava em estado de putrefação, a polícia aguardo o laudo para confirmar a causa da morte.

Freitas contou ainda que durante todo o depoimento, o suspeito se mostrou frio e não demonstrou nenhuma reação, mesmo quando foi declarada a prisão temporária. O subtentente foi detido em Registro e encaminhado para o presídio militar Romão Gomes, em São Paulo.

 

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