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Mãe de brasileiras mortas em Portugal pediu ajuda para suspeito do crime

Igor Ricardo, Extra

04 Set 2016 - 21:10

O jornal português “Sol” teve acesso a mensagens trocadas entre o principal suspeito de matar três brasileiras, em Portugal, e a mãe de duas delas. Nas conversas feitas por meio do WhatsApp, Solange Santana Leite, de 50 anos, entra em contato com Dinai Gomes, de 28, após ficar seis dias sem receber notícias enviadas diretamente por sua filha, Michele Santana, também de 28. Ela pede ajuda para Dinai para tirar da cabeça de Michele uma suposta ideia da jovem ir para Inglaterra. Ela chega a elogiar o genro nas mensagens.

“Dinai, preciso da sua ajuda. Tire essas ideias da cabeça de Michele, só posso contar com você e com Jesus. Você vai ser sempre o meu genro querido”, escreveu Solange.

E ele responde: “Pode deixar, vou fazer o possível”.

O diálogo foi feito no dia 17 de fevereiro deste ano, quando as três vítimas já estavam mortas, segundo as autoridades locais. De acordo com a publicação do jornal português, Dinai manteve contato com Solange para tentar despitar sobre a morte das garotas.

No dia 18 de fevereiro, segundo o “Sol”, o suspeito ligou para Solange dizendo que tinha conversado com Michele em uma igreja evangélica e que ela iria mesmo viajar para Londres, na Inglaterra, mas que a filha ligaria assim que estivesse bem. Dinai sustenta que a filha mais nova de Solange e a namorada dela (as outras duas vítimas do crime) estavam ilegalmente na Inglaterra e que Michele preferia não entrar em contato direto com a mãe porque estava com medo das meninas serem deportadas.

“Michele está com medo das meninas serem deportadas, por isso não quer aparecer agora. Não fala nisso pra muita gente, a senhora sabe como as pessoas falam demais. Não pense coisa ruim porque elas estão bem”.

Dias depois, Solange pede, instintivamente, que uma amiga de Michele vá até a casa onde ela morava com Dinai para ter mais informações. Lá, ele dá outra versão sobre os acontecimentos. O jovem afirma que Michele o trocou por outro homem e que tinha abandonado o emprego e desativado o Facebook para que ninguém a incomodasse.

A partir disso, Solange e a amiga de Michele, Flávia Macedo, decidem comunicar às autoridades brasileiras e portuguesa sobre o sumiço das jovens.

Relembre o caso:

As mineiras e irmãs Michele Santana Ferreira, de 28 anos, e Lidiana Neves Santana, de 16, foram encontradas mortas no fim do mês passado, em Portugal, junto com a capixaba Thayane Milla Mendes, de 21 anos. Thayane era namorada de Lidiana. O corpo delas estava dentro de um poço num hotel para cães e gatos, perto de um aeroporto em Tires, em Cascais, Portugal. O local era onde Dinai, namorado de Michele, trabalhava.

Michele, que estava grávida de três meses, morava em Lisboa, em Portugal, há 9 anos, na companhia de Dinai. No fim do ano passado, Michele convidou a irmã mais nova para morar com ela. A adolescente aceitou o convite. Pouco tempo depois, em janeiro, a capixaba amiga delas também viajou para o país. Foi quando a agonia de Solange começou. Uma vez que dias depois da chegada de Thayane a Lisboa, ela perdeu contato com as jovens.

A polícia portuguesa investiga se o motivo do crime foi por causa do relacionamento homossexual de Lidiana com Thayane.

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