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Quinta-feira, 01 de outubro de 2020

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Justiça dos EUA determina que menino levado pelo pai volte ao Brasil

Felipe Turioni Do G1 Ribeirão e Franca

09 Set 2016 - 18:25

A Justiça do estado norte-americano do Tennessee determinou no fim da noite de quinta-feira (8) que o menino Gustavo Gaskin, de 13 anos, retorne ao Brasil. Guga viajou durante as férias de julho para visitar o pai e não retornou na data prevista. A mãe de Guga, Cheyenne Menegassi, acusou o ex-marido de sequestro internacional do adolescente.

Na audiência, que durou mais de 10 horas, a Justiça cancelou a guarda emergencial dada ao pai de Guga, Samuel Gaskin, quando o menino chegou nos Estados Unidos, no final de junho. Segundo a advogada da família brasileira, Camila Ghozellini Carrieri, além de Gaskin e Cheyenne, o menino também foi ouvido pelo juiz do caso.

"O Guga foi ouvido e isso foi uma parte da audiência que parece que durou bastante e foi isso que no final fez dar certo", comentou a defesa. O menino foi ouvido pelo juiz, separado dos pais, e a audiência terminou por volta das 23h30, no horário do Brasil. 

Ainda segundo a advogada, o adolescente já está com a mãe novamente, mas ainda não há previsão do retorno dos dois ao Brasil. "Ela já está providenciando a volta", disse Camila. Até a manhã desta sexta-feira (9), a representante do caso no Brasil não soube informar mais detalhes sobre as circunstâncias da decisão.

A audiência que interrompeu o processo de pedido de guarda do pai foi marcada após mais de um mês de espera em um trâmite que envolveu o Ministério de Justiça e a Autoridade Central norte-americana.

Brasil e EUA são signatários da Convenção de Haia, que prevê que a discussão da guarda ocorra no país onde mora o adolescente, no caso o Brasil. O governo norte-americano enviou um comunicado à Justiça do Tennessee orientando que a convenção fosse respeitada.

Sequestro internacional
A professora Cheyenne Menegassi acusava o ex-marido de sequestro internacional do filho, logo depois que Gustavo Gaskin chegou aos EUA, no dia 27 de junho. Samuel Gaskin conseguiu um documento na Justiça americana que dava a ele a guarda emergencial.

O caso foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério da Justiça.

Em um post em seu perfil no Facebook, Cheyenne contou que o filho viajou com autorização judicial e levou um tablet e um celular para manter contato com a família.

Após 20 dias de tentativas frustradas de falar com o menino e com o pai dele, Cheyenne descobriu por meio de parentes de Samuel nos EUA que, há três anos, o ex-companheiro vive em isolamento com a mãe dele em uma fazenda, e que se tornou uma pessoa agressiva.

Dias depois, ao receber uma mensagem de Samuel avisando que Gustavo não voltaria mais, Cheyenne, finalmente, conseguiu falar com o ex-marido e o filho. Segundo ela, as conversas eram sempre monitoradas.

O pai do garoto, Samuel Gaskin, não foi encontrado para comentar as acusações.

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